Dívida avança em julho, diz Tesouro Nacional
A dívida pública federal registrou alta de 0,22% em julho, chegando a R$ 9,28 trilhões, informou a Secretaria do Tesouro Nacional nesta quarta-feira (26). Em junho, o estoque da dívida estava em R$ 9,26 trilhões.
Segundo o Tesouro, a expansão do endividamento no mês foi influenciada principalmente pelo aumento dos juros, que adicionou R$ 85,53 bilhões ao total da dívida. Esse efeito foi parcialmente compensado por resgates líquidos de títulos no valor de R$ 65,14 bilhões.
O órgão definiu a dívida pública federal como a contraída pelo Tesouro Nacional, vinculado ao Ministério da Fazenda, para financiar déficits orçamentários — isto é, para cobrir despesas quando a arrecadação é insuficiente.
Houve também variação no perfil da dívida: o prazo médio subiu de 4,01 anos em junho para 4,05 anos em julho. Já o custo médio acumulado nos últimos doze meses caiu de 12,68% ao ano em junho para 12,45% ao ano em julho.
A chamada reserva de liquidez, formada por disponibilidades de caixa destinadas exclusivamente ao pagamento da dívida, aumentou 1,89% em termos nominais — passando de R$ 1,34 trilhão em junho para R$ 1,37 trilhão em julho. Em comparação com julho de 2025, quando a reserva era de R$ 988,35 bilhões, o crescimento nominal foi de 38,74%.
Os números constam do Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado pelo Tesouro Nacional na quarta-feira (26). No documento, o Tesouro também revisou sua projeção sobre a composição da dívida: a expectativa agora é que entre 49% e 53% do estoque seja composto por títulos atrelados a taxa flutuante, com redução na participação esperada de títulos prefixados ou corrigidos pela inflação.
O Tesouro Nacional projeta que a dívida encerrará 2026 situada entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
Com informações de G1




