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terça-feira, outubro 20, 2026

Dólar em queda pressiona soja e mantém mercado brasileiro contido

O recuo do dólar frente ao real, impulsionado pela trégua de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, tem pressionado os preços da soja no Brasil e contribuído para um mercado de negócios mais lento.

Na Bolsa de Chicago, os contratos exibiram volatilidade com oscilações limitadas, o que refletiu em menor dinamismo nas negociações domésticas. Na terça-feira (7), a movimentação no mercado interno foi reduzida, com cotações em geral estáveis ou registrando apenas leves altas, sem alterações significativas.

Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, apontou que não há um rumo claro para as cotações. Segundo ele, a combinação de leves altas em Chicago e um dólar instável, em meio à decisão de juros no Brasil, não foi suficiente para mudar o comportamento do mercado.

As operações permanecem restritas, especialmente nos terminais portuários, onde os volumes comercializados seguem baixos. No mercado físico, houve maior presença da indústria compradora, mas os produtores adotaram postura cautelosa e mantiveram pedidos por preços mais altos, o que limita o avanço das transações. O dia contou com negócios pontuais e fluxo reduzido ao longo das sessões.

Em razão desse quadro, algumas praças registraram pequenas variações nas cotações locais. Em Passo Fundo (RS), a saca passou de R$ 122,00 para R$ 123,00, e em Santa Rosa (RS) subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00. Cascavel (PR) teve avanço de R$ 117,00 para R$ 118,00. Em Rondonópolis (MT), a saca foi de R$ 106,00 para R$ 107,00; Dourados (MS) manteve-se em R$ 110,00; e Rio Verde (GO) registrou alta de R$ 107,00 para R$ 109,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) indicaram aumento das cotações, passando de R$ 128,00 para R$ 129,00 por saca em ambos os terminais.

No exterior, o contrato de maio da Bolsa de Chicago operou com leve queda de 0,08%, cotado a US$ 11,57 por bushel. O mercado internacional oscilou sob influência de forças opostas: a forte baixa do petróleo pressionou as cotações, enquanto a desvalorização do dólar frente a outras moedas ofereceu algum suporte. No câmbio doméstico, o dólar comercial recuou e foi cotado abaixo de R$ 5,10.

Entre indicadores financeiros globais, as bolsas europeias fecharam em alta, assim como os mercados asiáticos, com Xangai avançando 2,7% e o Japão registrando alta de 5,3%.

O cenário diário seguiu, portanto, marcado por negócios seletivos e fluxo reduzido, com influência direta do câmbio e de fatores internacionais sobre as cotações da soja no Brasil.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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