HORÁRIO: 11h15 (Brasília UTC-3)
O dólar comercial operava em alta nesta sexta-feira (5), no primeiro pregão após o feriado de Corpus Christi. Por volta das 11h15, a moeda apresentava valorização de 1,08%, cotada a R$ 5,1214, tendo alcançado máxima do dia em R$ 5,1269. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3, registrava queda de 0,11%, aos 170.142 pontos.
O principal fator que influenciou o mercado foi a divulgação dos dados de emprego dos Estados Unidos. O Departamento de Trabalho americano informou que a economia criou 172 mil vagas no setor não agrícola em maio, número bem acima da projeção do mercado, que esperava 85 mil novas vagas. Em abril, o aumento foi revisado para 179 mil novos postos.
O resultado reforça a avaliação de que o Federal Reserve pode manter as taxas de juros em níveis elevados por mais tempo para conter a inflação. Esse cenário nos EUA tende a impactar outros mercados, inclusive o brasileiro: juros mais altos na maior economia do mundo atraem capitais, pressionam a valorização do dólar frente a moedas emergentes e podem reduzir a atratividade da bolsa local. No Brasil, a perspectiva de juros externos elevados aumenta a pressão para que a Selic permaneça em patamar elevado e afeta custos de importação, o que influencia inflação e investimento.
As tensões no Oriente Médio também repercutiram nos mercados. O Líbano acusou o Irã de usar o país como “moeda de troca” nas conversas com os Estados Unidos, em meio a novos ataques aéreos de Israel ao território libanês. Autoridades iranianas condicionaram avanços em negociações à interrupção dos bombardeios israelenses no Líbano. Apesar do nervosismo geopolítico, o petróleo registrava queda na manhã de hoje: por volta das 10h50, o barril de Brent era cotado a US$ 94,11, recuando 0,97%, enquanto o WTI estava em US$ 91,64, com baixa de 1,50%.
No exterior, os principais índices de Wall Street operavam em queda próximo das 11h15: o Dow Jones recuava 0,31%, o S&P 500 perdia 0,73% e o Nasdaq Composite apresentava queda de 1,48%. Na Europa, os mercados exibiam desempenho misto: o alemão DAX caía 0,19%, o francês CAC-40 subia 0,18% e o britânico FTSE 100 avançava 0,41%.
Na Ásia, bolsas encerraram a semana predominantemente em baixa. O índice Shanghai Composite recuou 0,7%, o CSI 300 perdeu 1,8% e o Hang Seng de Hong Kong caiu 1,5%. No Japão, o Nikkei teve retração de 1,6%, enquanto o sul-coreano Kospi registrou queda mais acentuada, de aproximadamente 7%.
Em termos de variação acumulada, o dólar apresentava, até o fechamento da manhã, alta de 0,48% na semana e no mês, e queda de 7,69% no acumulado do ano. O Ibovespa acumulava perda de 1,99% na semana e no mês, e alta de 5,71% no ano.
O mercado seguia atento aos desdobramentos dos dados econômicos nos EUA e aos movimentos geopolíticos, que seguem influenciando a cotação do dólar e o humor dos investidores.
Com informações de G1




