O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida dos Estados Unidos de enquadrar as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pode provocar impactos negativos nas instituições financeiras brasileiras e no sistema de pagamentos Pix.
Em entrevista à GloboNews, Durigan alertou para a possibilidade de que a designação americana desencadeie um “ataque ao Pix”, com risco de suspensões e sanções aplicadas a empresas que usam a plataforma. O ministro classificou o episódio como um “ataque eleitoral” que teria efeitos sobre a economia e sobre famílias no Brasil.
Preocupação com efeitos econômicos e mão do governo
Durigan ressaltou a necessidade de proteger a população tanto contra as atividades das organizações criminosas quanto contra desdobramentos econômicos decorrentes dessa decisão externa. Segundo o ministro, o governo trabalha para evitar que a medida dos EUA cause danos às estruturas financeiras brasileiras.
O chefe da Fazenda também mencionou a importância de um contato direto entre o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Donald Trump, com o objetivo de impedir que eventuais sanções atinjam instituições financeiras e empresas do país.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, anunciou a classificação das facções brasileiras como organizações terroristas na quinta-feira, 28 de maio. O comunicado foi divulgado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e saiu logo após um encontro entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo o anúncio americano, as facções serão identificadas como “Terroristas Globais Especialmente Designados” e há previsão de que a qualificação como “Organizações Terroristas Estrangeiras” seja formalizada em 5 de junho. A ação faz parte da estratégia dos EUA de combater o tráfico de drogas e o financiamento de atividades terroristas.
A declaração de Durigan enfatizou a preocupação do governo brasileiro em mitigar possíveis repercussões econômicas da medida adotada pelos Estados Unidos.
Com informações de Uberlandianofoco




