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segunda-feira, outubro 26, 2026

Erros de empresas ao usar novas bases da Receita elevam retenções na malha fina do IR

Envio incorreto de dados por empresas causa divergências e aumenta número de declarações retidas

Falhas no preenchimento de novas bases de dados utilizadas pela Receita Federal para apurar o Imposto de Renda retido na fonte têm gerado informações divergentes entre o que chega ao Fisco e os informes de rendimento entregues aos trabalhadores. O problema elevou o número de declarações retidas na chamada “malha fina”.

A mudança ocorreu após o fim da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf). Sem a Dirf, a Receita passou a buscar os dados em fontes como o e-Social e a EFD-Reinf, que reúnem dados trabalhistas, previdenciários e retenções tributárias. Essas bases integram o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) e são entregues mensalmente pelas empresas, o que aumenta o nível de detalhamento e a complexidade das informações.

Segundo a Receita Federal, até as 12h de sexta-feira (17) foram recebidas 13 milhões de declarações do IR em 2026. Com isso, o órgão estima que houve, em média, um aumento de cerca de 2% nas retenções em malha fina — o que representa aproximadamente 260 mil contribuintes a mais nessa condição. O prazo de entrega da declaração do IR começou em 23 de março e vai até 29 de maio, e a expectativa é de 44 milhões de declarações neste ano.

O chefe da malha fina da Receita, Vinicius Lara de Oliveira, explicou que o e-Social, por ser uma declaração mensal e mais detalhada que a Dirf, exige classificações precisas sobre o que é tributável, o que é décimo terceiro e outras distinções. Erros de parametrização por parte de empregadores ao transmitir esses detalhes podem provocar divergências com os informes de rendimento fornecidos aos empregados.

Entre os equívocos identificados pela Receita estão, por exemplo, empresas que registraram o décimo terceiro salário como tributação normal, incluindo-o no rendimento total em vez de tratá-lo como tributação exclusiva na fonte, e lançamentos em período distinto do efetivo pagamento. A Receita utiliza o regime de caixa, ou seja, considera a data em que salários e tributos foram pagos.

A orientação oficial é que o contribuinte não tome providências imediatas se cair na malha fina desde que sua declaração siga os valores constantes no informe de rendimentos. O supervisor nacional do Programa do Imposto de Renda, José Carlos da Fonseca, afirmou que só é necessário retificar a declaração se a empresa entregar um novo informe corrigido.

A Receita informou que a maior parte dos erros está no e-Social e que, conforme os empregadores corrigem esses envios, as declarações dos trabalhadores saem automaticamente da malha fina, caso não haja alteração no informe. Milhões de empresas já teriam feito correções desde o início do prazo do IR. Em menor número de casos, os empregadores enviaram informes de rendimento com valores efetivamente errados, situação em que precisam emitir novo comprovante para que os trabalhadores retifiquem suas declarações, conforme explicou o assessor da Receita, Daniel Fontes.

O contribuinte pode consultar pendências pelo Portal e-CAC ou pelo aplicativo Meu Imposto de Renda usando conta Gov.br.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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