Transmissão: Band
O início do outono, marcado por mudanças climáticas nesta sexta-feira (20), exige atenção redobrada com a saúde, segundo especialistas. A estação traz transição do período chuvoso para um tempo mais estável e seco, com madrugadas mais frias e tardes ainda quentes, cenário que favorece o ressecamento da pele e das mucosas e aumenta a circulação de vírus respiratórios.
Cuidados com pele e cabelos
As dermatologistas Andressa Moura e Letícia Reis ressaltam que o principal efeito do outono é o ressecamento intenso da pele, dos olhos, do nariz e da boca. Entre os hábitos que agravam o problema estão banhos muito quentes e demorados, uso de buchas e sabonetes agressivos. A orientação é preferir produtos suaves, como sabonetes infantis ou óleos de banho, e evitar buchas.
Aplicar hidratante logo após o banho é considerado crucial. Segundo Andressa Moura, os primeiros cinco minutos após o banho são o momento ideal para usar o creme, pois a pele ainda está úmida e absorve melhor o produto. As especialistas alertam também para o aumento de dermatites, alergias e coceiras no período, recomendando que pessoas com predisposição redobrem os cuidados.
No caso dos cabelos, destaca-se a piora de quadros como a dermatite seborreica (caspa). Evitar água muito quente ao lavar a cabeça e usar shampoos adequados, com frequência recomendada de uma a duas vezes por semana conforme necessidade, ajuda a reduzir a descamação.
Letícia Reis reforça que a hidratação é a base dos cuidados no outono — válida para pele, cabelos e organismo — e recomenda não exagerar no número de banhos (no máximo dois por dia) e manter boa ingestão de líquidos, especialmente após exercícios. Apesar das temperaturas mais amenas, o uso de protetor solar continua indicado durante todo o ano.
Impacto na imunidade
A infectologista Franciele Schiavoni explica que o outono afeta o sistema imunológico não apenas pelo frio, mas pelas mudanças de comportamento, como maior permanência em ambientes fechados e pouco ventilados, o que facilita a circulação de vírus respiratórios. O ar seco também prejudica as defesas naturais ao alterar a mucosa respiratória, reduzindo a eficiência na eliminação de patógenos inalados.
A menor exposição ao sol pode reduzir níveis de vitamina D, importante para o sistema imunológico, aumentando a suscetibilidade a infecções. Entre as doenças mais comuns no período estão resfriados, gripe, covid-19 e bronquiolite.
Para manter a imunidade, a médica recomenda manter a vacinação contra influenza e covid-19 em dia, além de alimentação equilibrada, sono adequado, prática de atividade física e hidratação. Também são indicadas medidas de prevenção no ambiente, como preferência por locais ventilados, evitar aglomerações, lavagem nasal com soro fisiológico e higienização das mãos.
Diante das condições típicas do outono, adotar hábitos simples de hidratação, higiene e proteção solar ajuda a reduzir os efeitos do clima seco e a preservar a saúde ao longo da estação.
Com informações de Paranaibamais




