Um estudante de medicina veterinária de 37 anos foi condenado a mais de 14 anos de prisão em Uberaba, no Triângulo Mineiro. A decisão judicial, divulgada nesta segunda-feira (6), recai sobre Diego Morelli Silva Nunes, que foi considerado culpado por atuar ilegalmente como médico-veterinário e por causar a morte de animais, além de outros crimes relacionados a fraudes e ameaças.
O que ocorreu
Segundo o processo, Diego cursava o 5º período do curso de medicina veterinária quando passou a se apresentar como profissional habilitado. A investigação da Polícia Civil teve início em abril de 2025, após a morte da cadela Lola, da raça pug. Conforme apurado, os atendimentos realizados pelo réu foram inadequados e agravaram o quadro de saúde da animal, e a Justiça entendeu que as condutas constituíam prática sistemática voltada para obtenção de lucro indevido.
Detalhes da condenação e crimes
O juiz Marco Antonio Macedo Ferreira, da 1ª Vara Criminal, julgou procedente a ação e fixou pena total superior a 14 anos. A sentença incluiu 11 anos e 9 meses de reclusão, além de penas de detenção que, somadas, ultrapassam o patamar de 14 anos. Também foram aplicadas multas e determinada indenização de R$ 5.000,00 a cada uma das oito vítimas identificadas no processo.
Além da condenação por maus-tratos com resultado de morte, o réu foi responsabilizado por:
- Estelionato e crimes contra o consumo: venda de planos de saúde falsos para animais de estimação;
- Falsidade ideológica: uso do registro (CRMV) de outro profissional para enganar clientes;
- Stalking e ameaça: intimidação de tutores que buscavam esclarecimentos sobre procedimentos realizados.
Reação da defesa e orientações
O advogado de defesa, Guilherme Almeida Cunha, informou que Diego foi absolvido de alguns delitos específicos, mas confirmou que irá interpor recurso de apelação contra as condenações mantidas. O magistrado, porém, negou o direito ao réu de recorrer em liberdade, apontando descumprimentos de medidas judiciais anteriores e risco à ordem pública.
A Polícia Civil reforça o alerta aos proprietários de animais para que verifiquem o registro profissional de médicos-veterinários junto aos conselhos de classe antes de autorizar procedimentos ou internações.
Com informações de Regionalzao




