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domingo, outubro 11, 2026

Fechamento do Estreito de Ormuz após ataques a Teerã coloca em risco rota vital do petróleo

Os ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel ao Irã no último fim de semana levaram ao fechamento do Estreito de Ormuz, principal corredor marítimo para o escoamento de petróleo do Oriente Médio, e acionaram um alerta nos mercados internacionais sobre possíveis aumentos no preço dos combustíveis e impactos na cadeia de preços global.

Horário: por volta das 10h18 (Brasília UTC-3).

O que é o Estreito de Ormuz e sua importância

Localizado entre Omã e o Irã, o Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente e é rota fundamental para embarcações que partem da região em direção à Ásia, Europa e Américas. A passagem tem papel central também na exportação de gás, especialmente do Catar, e sua interrupção tende a afetar os mercados de energia.

Reação dos mercados e dos produtores

Na abertura dos mercados internacionais, na noite de domingo (1), o preço do petróleo subiu cerca de 13% e ultrapassou US$ 82 por barril, patamar não visto desde janeiro de 2025. Nesta segunda-feira (2), por volta das 10h18, o Brent avançava 8,30%, negociado a US$ 78,92, enquanto o WTI subia 7,74%, cotado a US$ 72,19.

Interrupções na produção

O agravamento do conflito levou a paralisações preventivas na produção de petróleo e gás em vários países da região. Entre as medidas registradas:

– O Catar suspendeu a produção de gás natural liquefeito após uma instalação ser atingida por drones;
– A Arábia Saudita fechou temporariamente sua maior refinaria, em Ras Tanura, por razões de segurança;
– No Curdistão iraquiano, quase toda a produção de petróleo foi interrompida;
– Israel determinou a suspensão das atividades em grandes campos de gás offshore, como Leviatã e Tamar;
– No Irã, explosões foram registradas nas imediações da ilha de Kharg, principal ponto de exportação petrolífera do país.

Contexto histórico e logístico

Desde a Antiguidade a passagem serve como corredor comercial; a descoberta de grandes reservas no Golfo Pérsico no século 20 reforçou sua relevância energética. Entre o início de 2022 e maio deste ano, circularam diariamente pela região entre 17,8 milhões e 20,8 milhões de barris de petróleo bruto, condensado ou combustíveis, segundo a plataforma de monitoramento marítimo Vortexa.

Para reduzir a dependência de Ormuz, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita têm investido em alternativas terrestres. Dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos apontavam, em junho do ano passado, capacidade ociosa em oleodutos de cerca de 2,6 milhões de barris por dia que poderiam ser usados para contornar o estreito.

Os Estados Unidos têm papel central na segurança da navegação na região desde os anos 1980, quando passaram a escoltar embarcações após ataques a petroleiros durante a guerra Irã-Iraque. A presença militar norte-americana no Golfo Pérsico permanece como fator relevante para o tráfego comercial.

Em momentos de crise, o Irã já ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz, mas historicamente evita mantê-lo fechado por longos períodos devido ao risco de retaliação internacional. Analistas apontam que, desta vez, o cenário apresenta maior sensibilidade em razão da intensidade dos confrontos e do envolvimento direto de grandes potências. A principal dúvida para os mercados é por quanto tempo a navegação ficará interrompida: uma normalização rápida tende a aliviar os preços, ao passo que um bloqueio prolongado pode elevar o risco de novas máximas do barril e pressionar o custo do gás.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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