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domingo, novembro 8, 2026

Golpistas passam do roubo de senhas para usar IA para clonar pessoas, aponta estudo

Um levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados mostra que, no Brasil, golpes virtuais evoluíram do roubo de senhas para a utilização de ferramentas de inteligência artificial para “clonar” pessoas, reproduzindo voz e aparência com material disponível na internet. A pesquisa, que analisou menções em redes sociais, identificou relatos de vítimas e casos em que criminosos empregaram IA para criar identidades falsas ou se passar por conhecidos das vítimas.

Segundo a Nexus, entre janeiro e julho de 2026 foram identificadas 39,7 mil menções relacionadas a problemas de segurança digital nas redes sociais. Desse total, 2,8 mil menções — o equivalente a 7,3% — tratavam especificamente da manipulação de dados pessoais. A pesquisa também registrou 9,1 mil citações a PIX e a transações financeiras, associadas a preocupações com fraudes.

O g1 teve acesso a alguns dos relatos coletados pela estudo. Em várias ocorrências, criminosos utilizaram fotos, vídeos e áudios disponíveis online para reproduzir a aparência ou a voz de terceiros por meio de IA, tornando abordagens mais convincentes ao abordar vítimas e tentar obter dinheiro ou acesso a contas.

Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, afirma que há um descompasso entre o avanço das técnicas usadas pelos golpistas e o nível de compreensão da população sobre essas tecnologias. “Enquanto criminosos já usam ferramentas de IA para se passar por outras pessoas de formas cada vez mais convincentes, os brasileiros ainda tentam entender o que é deepfake e como funcionam os novos tipos de golpe”, disse Tokarski.

O que é deepfake e golpes mapeados

Deepfake é definido no estudo como uma técnica que usa inteligência artificial para criar ou alterar imagens, vídeos e áudios de maneira realista, por exemplo colocando o rosto de alguém no corpo de outra pessoa ou simulando falas nunca proferidas.

Entre os golpes documentados pela Nexus está o chamado “SIM swap”, em que criminosos se passam pela vítima junto à operadora para solicitar um novo chip, alegando perda ou dano do aparelho. Com o novo chip em mãos, os golpistas passam a receber chamadas e mensagens daquele número, podendo interceptar códigos enviados por SMS e tentar redefinir senhas de contas e aplicativos, como Instagram e WhatsApp.

Outro esquema identificado envolve a criação de perfis falsos para venda de ingressos. Nesse tipo de golpe, criminosos usam dados de terceiros para montar perfis que aparentam ser legítimos e anunciar bilhetes falsos, normalmente mirando usuários que publicaram nas redes sociais que estão à procura de ingressos.

O estudo destaca a necessidade de ampliar a compreensão pública sobre deepfakes e os novos métodos de fraude para tornar a proteção digital mais eficaz.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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