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segunda-feira, outubro 19, 2026

Hope – O Primeiro Impacto tem início promissor, mas perde força no terço final

Crítica

O novo filme de Na Hong-jin, Hope – O Primeiro Impacto, chegou às salas e impressiona inicialmente pela maneira como o diretor movimenta a câmera e segura o mistério. A primeira hora da obra é apontada como seu ponto mais forte: enquanto personagens e público buscam entender a origem da destruição na cidade-título, a tela mantém um clima de aflição permeado por momentos de humor e diversão moderada.

A descoberta do que provocou a devastação não dissolve a tensão: depois da revelação, o filme apresenta uma perseguição vigorosa que mantém o espectador imerso. A condução visual do diretor é destacada, com movimentos de câmera fluidos, enquadramentos frequentes em ângulos baixos e planos muito abertos que exploram as locações, entre elas uma floresta próxima à cidade costeira. A fotografia, descrita como iluminada e semelhante a um amanhecer prolongado, contribui para a sensação de dinamismo ao acompanhar pessoas e veículos em alta velocidade.

Nos minutos iniciais, mesmo efeitos visuais mais limitados não comprometem a experiência; quando o CGI assume maior escala, há risco de desalinho do espectador, mas a sequência de ação tende a reconduzi-lo.

Contudo, o terceiro ato revela fragilidades. A narrativa passa a repetir situações já apresentadas, especialmente durante outra perseguição na floresta, e a sensação de novidade da movimentação de câmera diminui. Certas ocorrências voltam a se repetir a ponto de fazer o filme soar estagnado. Um exemplo citado é uma cena envolvendo uma placa de trânsito que encerra uma corrida exaustiva por uma rodovia nos arredores da cidade, ação que acaba soando forçada e sem a graça pretendida.

O final, segundo a avaliação, marca uma guinada para pior: uma nova informação abre caminho para uma possível sequência e deixa a plateia com mais perguntas do que respostas. A crítica indica que bastaria uma fundamentação mais sólida do roteiro e maior variação nas situações para evitar a sensação de repetição. Além disso, destaca-se a dependência do longa em efeitos digitais que pedem maior refinamento.

Vinícius Lemos é jornalista e repórter da TV Paranaíba

*Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Paranaíba Mais

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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