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terça-feira, outubro 13, 2026

Incra aponta variação de R$ 1.525,62 a R$ 2.433.233,91 por hectare no Brasil

O preço da terra no Brasil apresenta variação ampla, de R$ 1.525,62 a R$ 2.433.233,91 por hectare, segundo o Atlas do Mercado de Terras elaborado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O levantamento foi divulgado em dezembro de 2025 com base em dados de dezembro de 2024.

O relatório indica extremos regionais: na região da Mogiana (São Paulo), o hectare de uso não agrícola alcança R$ 2.433.233,91, enquanto o valor médio para terras agrícolas na mesma área é de R$ 80.911,18. Em contraste, no Oeste Amazonense a média chega a R$ 1.525,62 por hectare, resultado da combinação entre isolamento geográfico e restrições ambientais mais rígidas.

A média nacional apontada pelo Incra é de R$ 22.951,94 por hectare. Para evitar distorções provocadas por preços muito altos ou muito baixos, a metodologia do instituto exclui valores considerados atípicos ao calcular a média.

O levantamento ressalta ainda que um hectare corresponde a 10 mil metros quadrados; por comparação, um campo de futebol conforme as regras da FIFA tem área aproximada entre 7 mil e 8 mil metros quadrados.

Regiões com maiores e menores preços

As maiores cotações concentram-se no Sul e no Sudeste. Em Santa Catarina, por exemplo, o preço do hectare pode superar R$ 100 mil em áreas de alta produtividade. Xanxerê registra média de R$ 173.298,67, impulsionada por potencial para pecuária e grãos. A Região Metropolitana do Maranhão também aparece com valores elevados: média de R$ 299.279,01 por hectare, beneficiada pela proximidade de portos, armazéns e solos férteis dentro do Matopiba. Quando o uso é não agrícola, o relatório aponta preços que podem chegar a R$ 405.641,35 por hectare.

Os menores valores médios estão no Nordeste e no Norte. Além do Oeste Amazonense, partes do Piauí e do interior do Amazonas apresentam hectares abaixo de R$ 2 mil. O Incra relaciona esses preços baixos a limitações logísticas (dependência de transporte fluvial ou aéreo e pouca malha rodoviária), à predominância de Unidades de Conservação e Terras Indígenas e à menor oferta de compradores.

Fatores que influenciam o preço

O relatório lista elementos que determinam a valorização ou desvalorização da terra: condições econômicas (expectativa de ganho na revenda e rentabilidade da produção frente a custos e juros); produtividade (fertilidade do solo, topografia e disponibilidade de água); logística (proximidade de capitais, rodovias, ferrovias, portos e unidades agroindustriais); e situação legal (restrições ambientais e conflitos fundiários).

Entre dezembro de 2022 e dezembro de 2024, as terras destinadas à pecuária foram as que mais se valorizaram no país, com alta de 31,24%. No mesmo período, áreas exclusivamente voltadas ao plantio subiram 12%. O documento não fixa preços para 2025 e 2026, mas aponta tendência de valorização em polos agrícolas consolidados, como Mato Grosso e Matopiba, estimulada por melhorias de infraestrutura — citando, entre outros exemplos, a Ferrovia Norte-Sul — e pela entrada de novos investidores. Em contrapartida, áreas de preservação ambiental e terrenos com conflitos fundiários devem manter demanda e preços mais baixos.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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