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terça-feira, outubro 20, 2026

Irã restringe passagem pelo Estreito de Ormuz e deixa navegação quase paralisada; preço do petróleo oscila

O Irã afirmou ter iniciado uma “nova fase” de controle sobre o Estreito de Ormuz e, na prática, manteve a passagem praticamente fechada nesta quinta-feira (9), deixando cerca de 800 navios retidos na região e reduzindo o tráfego a níveis mínimos.

Segundo comunicados e dados de rastreamento, o movimento pelo estreito caiu para menos de 10% do volume habitual. Nas últimas 24 horas, apenas seis embarcações passaram pela via — um petroleiro e cinco graneleiros — ante aproximadamente 140 que transitam normalmente, conforme informações compiladas por Kpler, Lloyd’s List Intelligence e Signal Ocean e divulgadas pela Reuters.

A Guarda Revolucionária do Irã havia anunciado na quarta-feira (8) rotas alternativas e orientações para contornar a ameaça de minas navais, sugerindo que os navios utilizem águas próximas à Ilha de Larak: entrar no estreito ao norte de Larak e sair ao sul, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária, informou a agência semioficial Tasnim.

Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, o líder supremo Mojtaba Khamenei declarou que a administração do Estreito de Ormuz entrou em uma “nova fase” após a guerra com os Estados Unidos, indicando a possibilidade de cobrança de pedágio de embarcações como forma de “reparação” por danos atribuídos a ataques de EUA e Israel.

As incertezas sobre a retomada plena do tráfego afetaram os preços do petróleo no mercado internacional. Ao longo desta quinta-feira, os valores recuaram parte dos ganhos do pregão, mas permaneceram em alta, com cada barril sendo negociado por volta de US$ 100 durante a tarde.

Relatórios de empresas de segurança marítima apontam risco contínuo para trânsitos não autorizados e para embarcações ligadas a Israel e aos Estados Unidos. A companhia britânica Ambrey afirmou que, nas últimas semanas, mesmo navios com autorização aparente foram impedidos de passagem.

Dados de rastreamento indicam também que mais de 180 petroleiros permanecem retidos no Golfo, transportando cerca de 172 milhões de barris de petróleo e derivados, segundo a empresa Kpler.

Especialistas e institutos citados pela reportagem descrevem minas navais como explosivos submersos ou à deriva que podem ser acionados por contato ou por sensores que detectam alterações no campo magnético, pressão da água ou ruído. Estimativas do Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, apontam que o Irã pode dispor de um estoque entre 2 mil e 6 mil minas navais. Ainda segundo o centro, embora minas possam danificar embarcações, é improvável que uma única mina afunde um petroleiro de grande porte.

Com as restrições em vigor e a coordenação exigida para rotas alternativas, analistas de risco e empresas de navegação preveem que o acúmulo de navios no Golfo não será eliminado rapidamente, mesmo se houver aumento no tráfego.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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