Quem: Liderança do setor agropecuário brasileiro, com participação de instituições como Embrapa e do Sistema Faemg Senar.
O que: O Brasil precisa diminuir a dependência de fertilizantes importados, alerta a liderança do setor, por considerar a situação um risco estratégico para a produção agrícola nacional.
Onde: Em âmbito nacional, com destaque para a capacidade produtiva que abastece tanto o mercado interno quanto compradores internacionais, como a China.
Por que: Cerca de 92% dos fertilizantes utilizados no país são importados, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o que expõe o agronegócio a vulnerabilidades diante de tensões geopolíticas que podem afetar abastecimento e custo dos insumos.
Como: Embora o Brasil disponha de condições para ampliar a produção interna, há entraves logísticos, ambientais, regulatórios e de investimento que impedem a transformação desse potencial em oferta doméstica efetiva.
Detalhes sobre os nutrientes
Os três nutrientes essenciais — nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) — formam a base da dependência externa. No caso do potássio, existem reservas no país, mas dificuldades logísticas, restrições ambientais e barreiras regulatórias limitam sua exploração. A produção de fósforo já ocorre no Brasil, porém em volume insuficiente para atender à demanda. Para o nitrogênio, há matéria-prima disponível, como gás natural, e capacidade industrial, mas faltam investimentos em plantas produtoras, incluindo unidades de ureia.
Ausência de política de Estado
A liderança do agro aponta que não há uma política de Estado estruturada para garantir a segurança no fornecimento desses insumos, o que representa risco para um setor que é um dos motores da economia brasileira. Apesar do avanço no uso de bioinsumos, os fertilizantes minerais seguem sendo essenciais para manter produtividade, competitividade internacional e segurança alimentar.
Pontos favoráveis e próximos passos
Segundo a avaliação do setor, o país reúne recursos naturais, conhecimento técnico e capacidade industrial necessários para reduzir a dependência externa. O desafio é transformar esses elementos em uma estratégia nacional consistente. O Sistema Faemg Senar afirma que seguirá atuando ao lado dos produtores, estimulando a adoção de tecnologias, a busca por eficiência produtiva e a gestão sustentável, com o objetivo de manter a competitividade do agro mineiro e brasileiro em um cenário internacional instável.
Com informações de Gazetadotriangulo




