A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou, nesta segunda-feira (30), que não recebeu qualquer vídeo enviado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro destinado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar com restrições de comunicação. A nota foi divulgada pela assessoria da ex-primeira-dama e responde a declarações feitas por Eduardo durante a CPAC (Conferência da Ação Política Conservadora), nos Estados Unidos, no sábado (28), quando ele afirmou estar gravando um vídeo “para o meu pai”.
No mesmo dia em que Michelle emitiu a resposta, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou prazo de 24 horas para que Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos sobre o suposto acesso a um vídeo durante o cumprimento da prisão domiciliar. Na decisão, Moraes ressaltou que o ex-presidente deve permanecer em prisão domiciliar e está proibido de utilizar celular ou qualquer outro meio de comunicação externa, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros, e intimou os advogados do custodiado a prestarem informações à Corte no prazo estipulado.
Resposta oficial de Michelle Bolsonaro
A comunicação assinada pela Assessoria de Comunicação do PL Mulher afirmou desconhecer o contexto e a motivação das palavras usadas por Eduardo, que, segundo o texto, teriam sido interpretadas de modo equivocado por parte da imprensa e de algumas autoridades. A nota acrescenta que não há registro de envio de arquivo por parte de Eduardo Bolsonaro para Michelle e reforça que não foi estabelecida nenhuma forma de comunicação com o ex-presidente que viole as condições da prisão domiciliar.
O comunicado também declarou convicção de que a declaração de Eduardo não teve a intenção de gerar problemas e reiterou o cumprimento integral das prescrições judiciais impostas a Jair Bolsonaro. Segundo a assessoria, “não houve recebimento de qualquer vídeo gravado no CPAC por Eduardo Bolsonaro ou outro de qualquer natureza” e, portanto, nenhum material teria sido exibido ao ex-presidente.
As informações públicas sobre o caso envolvem a fala de Eduardo na CPAC no sábado (28) e as medidas e questionamentos formais adotados no âmbito do Supremo Tribunal Federal no dia 30 de março, quando foi dado o prazo de 24 horas para manifestação sobre o alegado acesso a material durante a prisão domiciliar.
Com informações de Paranaibamais




