Mercado e preço médio
O mercado de milho no Brasil encerrou a semana com ritmo de negócios reduzido, reflexo da diferença entre os valores buscados pelos vendedores e as propostas dos compradores, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. Em 5 de novembro, a média nacional da saca foi de R$ 62,24, alta de 0,21% em relação aos R$ 62,11 verificados no fim da semana anterior.
Preços por praças
Em Uberlândia (Triângulo Mineiro), a saca foi indicada a R$ 63 na venda. Outras referências registradas incluem Erechim (RS) em R$ 70, Rondonópolis (MT) em R$ 55 e Campinas (SP), na modalidade CIF, em R$ 67. Na Mogiana paulista, a referência ficou em R$ 62, enquanto Rio Verde (GO) manteve R$ 60 por saca. Em Cascavel (PR), a cotação ao produtor caiu de R$ 61,50 para R$ 60 na comparação semanal.
Oferta, demanda e câmbio
A desvalorização recente do real frente ao dólar levou produtores a postergar fixações de venda e a modular a oferta no mercado. A Safras & Mercado aponta que esse comportamento provocou reajustes pontuais nas cotações, mas não estimulou uma maior procura por parte dos compradores, que passaram a adquirir apenas lotes específicos.
Consumidores mostram postura cautelosa diante da percepção de abastecimento confortável e da expectativa de novas quedas nos preços, o que tem restringido a retomada dos negócios.
Influência internacional e fatores a acompanhar
No exterior, os contratos de milho na Bolsa de Chicago sofreram pressão, com avanço das colheitas nos Estados Unidos ampliando a oferta e impactando as cotações, mesmo com sinais de demanda aquecida pelo produto americano, conforme avaliação da consultoria.
Para as próximas negociações, os analistas destacam como pontos-chave o comportamento do dólar, o ritmo das exportações brasileiras e as condições climáticas que afetarão o milho de verão. O plantio avança em bom ritmo e o desenvolvimento das lavouras passa a ser fator relevante para a avaliação da oferta futura.
No curto prazo, a retomada das transações dependerá do equilíbrio entre o volume que os produtores disponibilizam e a necessidade de reposição dos consumidores, afirma a análise.
As informações são do Portal do Agronegócio, com base em dados da Safras & Mercado.
Com informações de Uberlandianofoco




