As novas regras do Minha Casa, Minha Vida passam a valer nesta quarta-feira (22) e ampliam o acesso ao crédito habitacional em todo o país, com ajustes nas faixas de renda, redução de juros para parte dos beneficiários e elevação dos tetos dos imóveis financiáveis.
O Conselho Curador do FGTS aprovou as alterações como parte de uma estratégia para fortalecer o setor imobiliário, aumentar o número de beneficiários e estimular a economia. Entre os objetivos informados estão a inclusão de mais famílias no programa e o fortalecimento de mercados estaduais, com impacto previsto também em Minas Gerais.
Novas faixas de renda e juros
O programa teve atualizados os limites de renda familiar mensal das faixas:
- Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
- Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000
- Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
- Faixa 4: de R$ 12.000 para R$ 13.000
Na Faixa 1 foi criada uma nova taxa de juros de 4,50% ao ano para famílias com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200, inferior aos 4,75% praticados anteriormente.
Teto dos imóveis e inclusão
Foram corrigidos também os valores máximos dos imóveis financiados:
- Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil (+14%)
- Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil (+20%)
As mudanças visam ampliar o alcance do financiamento, beneficiando principalmente famílias que antes ficavam fora dos critérios do programa.
Estimativa de beneficiários e recursos
O governo estima que as novas regras gerarão 87,5 mil famílias com juros menores, além de incluir 31,3 mil novas famílias na Faixa 3 e 8,2 mil na Faixa 4. O impacto financeiro previsto inclui R$ 500 milhões em subsídios e R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional.
Os recursos para a expansão contam com cerca de R$ 31 bilhões do Fundo Social, que reforçam o orçamento do programa.
Desempenho no primeiro trimestre de 2026
Dados do primeiro trimestre de 2026 apontam ritmo de crescimento do programa: foram contratadas 132 mil unidades, alta de 4%, e concedidos R$ 30,6 bilhões em financiamentos, avanço de 17%. Observou-se aumento do valor médio dos imóveis financiados e forte expansão da Faixa 3, que registrou crescimento de 41% no valor financiado, impulsionada pelo acesso a imóveis usados e pela ampliação do crédito.
Cenário regional e orçamento
Em relatório da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), Minas Gerais aparece entre os principais mercados do programa, sendo o segundo estado com maior número de contratações no primeiro trimestre de 2026, totalizando 2.209 contratos nesse período. O Sudeste concentra 48% das contratações nacionais, embora sua participação relativa venha recuando diante do avanço de outras regiões.
Para 2026, o programa conta com um orçamento reforçado, de cerca de R$ 207 bilhões, com participação do Fundo Social do pré-sal no financiamento, ampliando a capacidade de crédito habitacional ao longo do ano.
Com as novas condições, o Minha Casa, Minha Vida inicia uma etapa com foco na ampliação do acesso ao crédito, no fortalecimento do mercado imobiliário e na ampliação do número de famílias atendidas em estados como Minas Gerais, onde a demanda por moradia permanece elevada.
Com informações de Paranaibamais




