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terça-feira, outubro 13, 2026

Novas regras para doação de sangue no Brasil: tatuagem, Ozempic e idade máxima entre as mudanças

O Ministério da Saúde atualizou as normas para a doação de sangue no Brasil, e as mudanças passaram a valer na quarta-feira (30) de julho. As novas regras reduziram intervalos de espera em várias situações e flexibilizaram critérios para doadores habituais com mais de 70 anos, desde que aprovados em avaliação médica.

Tatuagem, procedimentos estéticos e piercing

Pessoas que fizeram tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimentos estéticos — como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento — poderão doar sangue sete dias após o procedimento, desde que seja possível comprovar que o procedimento ocorreu em condições seguras. Se não for possível confirmar essas condições, o prazo de espera é de quatro meses.

No caso de piercings na boca ou na região genital, a pessoa não pode doar enquanto o acessório estiver no local; após a remoção, o intervalo exigido é de quatro meses.

Uso de Ozempic e medicamentos aplicados por caneta

O uso de medicamentos aplicados por caneta, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, por si só não impede a doação. O candidato deve informar o tratamento na triagem; o profissional de saúde avaliará a situação clínica e o motivo da prescrição. Se a pessoa compartilhou a caneta ou o dispositivo de aplicação, o prazo de espera passa a ser de quatro meses.

Idade: doadores regulares acima de 70 anos

Quem já é doador regular poderá continuar a doar após completar 70 anos, desde que seja submetido à avaliação médica no serviço de hemoterapia. Para candidatos que nunca doaram, permanecem as regras específicas para primeira doação.

Endoscopia e exames com aparelhos internos

Procedimentos como endoscopia e colonoscopia terão prazo de espera de quatro meses após o exame, redução em relação ao período que podia chegar a seis meses anteriormente.

Anabolizantes e hormônios injetáveis

O uso de anabolizantes ou hormônios injetáveis sem prescrição médica exige espera de quatro meses após a última aplicação. Quando o medicamento foi indicado por médico, a situação será avaliada durante a entrevista clínica para checar motivo e garantia de segurança.

Viagens a áreas com risco de malária

Quem esteve em áreas com risco de malária ou teve contato recente com mata, floresta ou bosque nessas regiões precisa aguardar 30 dias antes de doar. Pessoas que tiveram malária devem seguir prazos específicos, conforme o tipo de parasita responsável pela doença.

Outras alterações nos prazos

Entre outras mudanças, destacam-se: transfusão de sangue com período de espera reduzido de 12 para 4 meses; tuberculose com impedimento de 2 anos; osteomielite com possibilidade de doação dois anos após a cura; alguns tipos de câncer podem permitir doação cinco anos após o fim do tratamento, desde que o paciente esteja em remissão; e problemas na tireoide que antes impediam automaticamente a doação passarão a ser avaliados caso a caso.

Processo de triagem e requisitos básicos

O processo pré-doação permanece com triagem clínica, aferição da pressão arterial e teste para identificar anemia. A liberação final depende da avaliação no hemocentro. Em linhas gerais, podem doar pessoas com 16 ou 17 anos (com autorização dos responsáveis) ou dentro da faixa etária adulta permitida, que pesem pelo menos 50 kg, apresentem documento oficial com foto, estejam alimentadas e descansadas e respeitem o intervalo desde a última doação.

Onde doar em Uberlândia

Em Uberlândia, as doações são realizadas no Hemocentro Regional de Uberlândia da Hemominas, localizado na Avenida Levino de Souza, 1.845, bairro Umuarama, com acesso pela Rua Pedro Quirino da Silva. O telefone é (34) 3088-9200. O atendimento para doação ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h, e também no segundo e no último sábado do mês, das 7h às 12h, mediante agendamento pelo Portal MG ou pelo aplicativo MG App.

De acordo com o Ministério da Saúde, as mudanças consideram avanços nos exames disponíveis e têm o objetivo de reduzir afastamentos desnecessários dos hemocentros sem comprometer a segurança de quem recebe transfusões. Em caso de dúvida sobre medicamentos, doenças, tatuagens, procedimentos ou viagens recentes, a orientação é relatar a situação durante a triagem; cabe ao profissional do hemocentro avaliar a aptidão para doar.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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