Silêncio como estratégia e autocontrole
Em artigo para o Paranaibamais, João Teodoro da Silva, presidente do Sistema Cofeci-Creci, aborda a prática do silêncio como ferramenta estratégica na vida contemporânea, relacionando-a ao estoicismo, filosofia nascida na Grécia antiga que ensina a aceitar o que não depende de nós. O autor parte da chamada Regra dos Três Silêncios, apresentada por Lamartine Posella em conteúdo veiculado no YouTube, para explicar quando calar-se pode ser mais eficaz do que reagir imediatamente.
O texto destaca que, com a amplificação de vozes proporcionada por internet e celulares, há maior exposição a opiniões precipitadas e a interferência de pessoas sem conhecimento — descritas no artigo como néscios e nefelibatas —, o que torna o silêncio uma opção para preservar projetos e autoridade pessoal.
Os três silêncios
O primeiro silêncio apontado é o do desenvolvimento: a recomendação é manter ideias e projetos em sigilo até estarem mais amadurecidos, evitando que críticas prematuras, conselhos desalentadores ou invejas prejudiquem a construção. Segundo o autor, trabalhar reservadamente protege a iniciativa até o momento de apresentá-la publicamente.
O segundo silêncio refere-se ao controle emocional diante de acusações ou insinuações. Na reação movida pela ira, as palavras podem ferir de maneira difícil de reparar; por isso, a alternativa proposta é optar pela recusa em responder impulsivamente, preservando o próprio equilíbrio e evitando alimentar o conflito.
O terceiro silêncio trata da resposta a difamação ou críticas pelas costas. Em vez de confrontar imediatamente quem detrata, o autor sugere avaliar se a reação pública é necessária, lembrando que muitas vezes o objetivo do detrator é justamente provocar desequilíbrio. Manter conduta íntegra e seguir adiante pode revelar mais sobre o caráter do ofendido do que qualquer defesa pronunciada no calor do momento.
Limites do silêncio e prática diária
O artigo ressalta que silêncio não pode ser confundido com passividade diante de injustiças que exigem posicionamento firme, nem com recusa ao diálogo. Deve ser uma opção temporária e deliberada, usada para filtrar o que é irrelevante e para preservar princípios quando há violação direta e contínua de valores.
Por fim, o autor considera o exercício do silêncio uma prática a ser treinada diariamente, admitindo que falhas são naturais. Recomenda-se, antes de responder, questionar-se: é necessário responder agora? Sou eu quem deve responder? Como será dito? Na ausência de respostas claras, experimentar o silêncio é apresentado como caminho para priorizar a própria paz em vez de uma vitória passageira.
Por João Teodoro da Silva
Presidente – Sistema Cofeci-Creci
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Com informações de Paranaibamais




