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terça-feira, outubro 13, 2026

Oferta restrita de bezerros pressiona custos e reposição em confinamentos de SP

TRANSMISSÃO: Record

Escassez de bezerros complica reposição e encarece engorda no interior paulista

A oferta reduzida de bezerros tem prejudicado a reposição de animais em confinamentos no interior de São Paulo, depois de três anos marcados por um alto volume de abate de fêmeas que agora dá lugar à retenção de matrizes para recompor o rebanho. Em um exemplo local, um confinamento em Bálsamo (SP) com capacidade para 5 mil cabeças opera atualmente com pouco mais da metade desse total, segundo produtores.

Para honrar contratos com frigoríficos, criadores têm buscado bezerros em outros estados. O cenário beneficia pecuaristas que trabalham com cria e comercializam bezerros, enquanto os confinamentos — responsáveis pela fase de engorda — enfrentam aumento nos custos de aquisição dos animais. Além do preço mais alto para compra, esses produtores vêm adotando estratégias de alimentação visando garantir o desempenho na terminação.

O chamado ágio do bezerro — valor pago acima do que corresponderia à arroba do boi gordo — também subiu. Em algumas regiões, a diferença passou de cerca de 30% em meados de 2025 para perto de 35% neste ano. Para reduzir o efeito desse custo maior, produtores têm investido em medidas dentro da propriedade. Em uma fazenda de Mirassol (SP), por exemplo, há foco em ganho de peso do rebanho e no uso de matrizes da raça Angus para produção de bezerros.

Com a arroba do boi gordo sendo negociada em torno de R$ 350 em São Paulo, a estratégia de entregar animais mais pesados, ainda que jovens, tem sido adotada por pecuaristas. A valorização da arroba não decorre apenas do menor número de animais; a demanda interna aquecida e o volume recorde de exportações também pressionam os preços do mercado.

Em 2025, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, o que representou aumento de 20% em volume e de 40% em faturamento em relação a 2024. Em um frigorífico localizado em Estrela d’Oeste (SP), cerca de 60% da produção é destinada ao mercado externo, com principais destinos na China e na Europa.

Apesar da oferta mais apertada de gado para abate, a indústria projeta cenário positivo para o primeiro semestre do ano. Especialistas do setor indicam que os próximos meses devem seguir marcados por oferta restrita de animais e preços sustentados no mercado pecuário.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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