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domingo, novembro 1, 2026

ONS aciona plano emergencial para reduzir excesso de energia e evitar instabilidade

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou, entre 10h e 14h deste domingo, um plano para reduzir o desequilíbrio entre oferta e demanda e prevenir risco de instabilidade no sistema elétrico. A ação de gestão de excedente retirou 1.000 MW do sistema, segundo informou o operador.

A medida foi adotada diante da combinação de alta produção da micro e mini geração distribuída — como painéis solares instalados em residências e pequenos estabelecimentos — e da queda no consumo da indústria e do comércio em função do feriado prolongado. Nesse contexto, o ONS descreveu a operação como um sucesso.

Em operação conjunta, as distribuidoras reduziram a geração nas usinas sob sua área de concessão e o ONS tomou providências complementares para diminuir a quantidade de energia circulante no Sistema Interligado Nacional (SIN). O operador afirmou que manteve comunicação direta com os agentes do setor e coordenou as ações de acordo com os recursos disponíveis e a demanda.

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) informou que as empresas responsáveis pela distribuição executaram os cortes nas usinas conectadas às redes de distribuição, seguindo os parâmetros definidos pelo ONS. A entidade declarou que realizará uma avaliação técnica da operação e divulgará os impactos e resultados obtidos.

O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição foi instituído no ano passado após identificação de risco de colapso do sistema causado pelo excesso de geração renovável em momentos de baixa demanda, como feriados e finais de semana. O protocolo prevê controles para parte dessa oferta, com foco em usinas classificadas como Tipo III, categoria que inclui pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e usinas a biomassa.

Embora as usinas Tipo III não estejam integradas diretamente à rede controlada pelo ONS, elas interferem no equilíbrio do sistema elétrico e, por isso, são alvo das ações do plano. Em 2025, episódios em dias de menor consumo — um deles em 10 de agosto, quando a geração solar representou 37,6% da demanda nacional — já haviam demonstrado o risco de desequilíbrio; naquela ocasião, o ONS precisou reduzir fortemente a geração de hidrelétricas e termelétricas e determinar cortes em grandes parques eólicos e solares.

Pelas regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 12 distribuidoras estão habilitadas a executar os cortes previstos no plano, concentrando cerca de 80% da capacidade instalada das usinas Tipo III no país, com previsão de inclusão de outras distribuidoras em fase posterior. A regulamentação exige ainda que o ONS envie à Aneel, em até 30 dias após cada acionamento, um relatório técnico detalhando as condições que motivaram a medida e os resultados obtidos.

Nesta etapa, foram instaladas 4.800 placas solares em Noronha.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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