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domingo, novembro 8, 2026

Petrobras confirma presença de petróleo no poço Morpho, na Foz do Amazonas

Petrobras anuncia descoberta na costa do Amapá

A Petrobras confirmou, na segunda-feira, 17 de agosto de 2026, a existência de petróleo no poço chamado Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A informação foi divulgada pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante entrevista coletiva em Oiapoque, após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à região.

Localização e situação do bloco

O Morpho está em águas com profundidade de 2.886 metros, dentro do bloco identificado como FZA-M-59 — onde “FZA” se refere à Foz do Amazonas e “M-59” ao número do bloco. A Petrobras é operadora com 100% de participação no bloco, adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob regime de concessão.

Etapa atual e próximas perfurações

A estatal informou que os trabalhos no poço Morpho continuarão por mais 15 a 20 dias. Para dimensionar o potencial da área, a Petrobras prevê perfurar ao menos três novos poços na mesma região e outros cinco em blocos adjacentes. Além disso, a empresa solicitou ao Ibama licença para explorar mais três poços na área.

Potencial comparado ao pré-sal e contexto

A Petrobras e analistas apontam a chamada Margem Equatorial — faixa que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte — como uma possível nova fronteira energética, com interesse reforçado por descobertas na Guiana em área geologicamente semelhante. A estatal destaca também a necessidade de repor reservas à medida que a produção do pré-sal, hoje responsável por cerca de 80% da produção de petróleo do Brasil, tende a alcançar pico estimado entre 2034 e 2035, segundo Chambriard.

Limitações da descoberta e controvérsias

Embora a presença de petróleo tenha sido confirmada, a descoberta ainda não é considerada comercial: não há estimativa pública de volume e será preciso obter dados adicionais para avaliar viabilidade econômica e técnica da produção. A autorização do Ibama para perfuração na região, concedida em outubro de 2025 após um processo longo e inicialmente rejeitado, gerou críticas de organizações ambientais que apontam contradição entre a licença e avisos sobre a necessidade de reduzir o uso de combustíveis fósseis.

Impactos locais e preocupações sociais e ambientais

A perspectiva de exploração já altera a realidade de Oiapoque, município mais próximo da bacia. Em 2025 foram emitidos cerca de 800 alvarás de construção e transferências, com aumento de aluguéis e crescimento urbano apontado como desordenado, incluindo falta de infraestrutura básica e áreas sem abastecimento de água. Organizações ambientais alertam para sensibilidade ecológica da região e riscos a comunidades indígenas e quilombolas. Durante a COP30, a líder indígena Luene Karipuna, da APOIANP, afirmou que três terras indígenas onde vivem quatro povos vinham sofrendo pressões relacionadas à prospecção, como sobrevoos e tentativas de dividir lideranças. A Petrobras afirma que eventuais operações contariam com investimentos tecnológicos para segurança operacional e mitigação de impactos.

Os próximos passos da Petrobras — perfurações adicionais, autorizações ambientais e análises técnicas — serão determinantes para saber se a área poderá, de fato, ser explorada comercialmente e quando isso ocorreria.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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