Descoberta abre possibilidade de produção offshore no Amapá
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou neste sábado (15), em entrevista à Globonews, que a região do Amapá pode começar a produzir petróleo em águas ultraprofundas dentro de seis a sete anos. A declaração foi feita após o anúncio, na sexta-feira (14), de que a estatal identificou hidrocarbonetos em um poço exploratório na bacia da Foz do Amazonas.
A descoberta, realizada no poço denominado Morfo, foi localizada a cerca de 175 km do litoral do Amapá e a aproximadamente 500 km da foz do rio Amazonas, sob uma lâmina d’água de quase 3.000 metros. Segundo especialistas citados pela companhia, a presença de hidrocarbonetos indica a existência de petróleo ou gás natural na área.
Magda Chambriard destacou que, depois de dimensionado o volume da descoberta, a Petrobras definirá o modelo de desenvolvimento a ser adotado. A executiva vinculou a medida à necessidade de recompor reservas, para evitar que o Brasil volte a importar petróleo nos próximos anos, e para manter o país como um ator de relevância geopolítica no setor energético ao longo da próxima década.
Representantes da estatal ressaltaram que a atuação no local visa garantir o suprimento da demanda interna ao longo do processo de transição energética, sem detalhar cronograma de perfurações adicionais ou estimativas volumétricas sobre o conteúdo encontrado no poço Morfo.
Em comunicado, o Instituto Brasileiro de Petróleo afirmou que a descoberta é relevante para confirmar perspectivas positivas de produção em novas áreas do país, reforçando a segurança energética brasileira em horizontes de médio e longo prazo.
A Petrobras informou que continuará os trabalhos de avaliação para definir o potencial da descoberta e os próximos passos operacionais.
Com informações de G1




