Piloto acusado de comandar voos comerciais sem ATPL por 17 anos
Um ex-piloto da Air Canada, identificado como Geoffrey Wall, de 59 anos, foi denunciado por autoridades canadenses por supostamente atuar como comandante em voos comerciais durante 17 anos sem a licença exigida. A Polícia Regional de Peel informou que Wall teria usado documentos falsos desde 2009, quando passou a exercer a função de capitão.
Segundo as investigações, Wall integrou a companhia por 27 anos, tendo iniciado sua carreira em 1998. Entre 2009 e 2026, a polícia afirma que ele pilotou diversos modelos da família Boeing em cerca de 900 voos, incluindo trechos domésticos e internacionais, e recebeu milhões de dólares em salários, tudo isso sem a licença de piloto de transporte aéreo (ATPL) exigida para comandantes no Canadá.
A suposta fraude foi detectada no ano passado durante uma avaliação de rotina, quando autoridades notaram inconsistências na documentação apresentada. A partir dessa verificação, o caso foi encaminhado à Transport Canada, o órgão federal responsável pelo transporte no país, e a Polícia Regional de Peel passou a investigar criminalmente o piloto. Em ações realizadas na investigação, policiais cumpriram mandado de busca e analisaram a licença, que foi considerada falsificada.
Em 1º de junho, Wall foi formalmente acusado de sete crimes, incluindo fraudes, falsificação de documentos e posse de marca falsa. A Air Canada informou que, ao descobrir as irregularidades no ano passado, afastou imediatamente o profissional e comunicou o episódio às autoridades competentes.
A companhia declarou também que ele possuía treinamento completo e uma licença comercial válida, mas não tinha a ATPL necessária para exercer a função de comandante conforme as regras canadenses. A empresa afirmou ainda que tratou o assunto com seriedade e realizou uma auditoria em seu quadro de pilotos, sem identificar outros casos similares.
Autoridades policiais destacaram que golpes desse tipo podem permanecer por longos períodos antes de serem percebidos, devido à habilidade de alguns infratores em manipular documentos e procedimentos. A polícia ressaltou que a descoberta recente levou à ação criminal.
Wall deve comparecer ao tribunal no dia 29 de junho.
Com informações de G1




