Mercado reage a proposta de cessar-fogo entre EUA e Irã
Os preços do petróleo caíram nesta quarta-feira (25) após aumentarem as expectativas de um possível cessar-fogo no conflito envolvendo o Irã, aliviando os mercados depois de dias de forte volatilidade. Por volta das 9h23 (Brasília UTC-3), o barril tipo Brent registrava queda de 4,36%, a US$ 95,86, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) recuava 3,98%, a US$ 88,67.
Segundo reportagens da Reuters e da Associated Press, o Paquistão entregou ao Irã uma proposta de cessar-fogo elaborada pelos Estados Unidos. A iniciativa faz parte de tentativas diplomáticas para pôr fim à guerra no Oriente Médio, embora líderes dos dois lados tenham dado declarações contraditórias sobre o andamento das tratativas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que há avanços nas negociações, enquanto o governo iraniano negou a existência de contatos diretos e afirmou que Washington “negocia consigo mesmo”. O plano enviado ao Irã teria 15 pontos, incluindo limitações aos programas nuclear e de mísseis do país, o fim do apoio iraniano a grupos aliados na região, garantias à navegação no Estreito de Ormuz e a possibilidade de algum alívio nas sanções.
O Paquistão se ofereceu para mediar as conversas e chegou a propor ser sede das negociações, com apoio também da Turquia. Ainda assim, não há confirmação oficial de encontros entre representantes dos países, e o conflito permanece sem solução definida.
Apesar do recuo recente nos preços, o mercado segue refletindo os efeitos do conflito, que provocou um dos maiores choques energéticos recentes. O Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo — mantém restrições que preservam o risco de interrupções no fornecimento.
A perspectiva de diminuição das tensões aumentou o apetite por risco nos mercados globais: as bolsas europeias avançaram, com o índice STOXX 600 subindo cerca de 1,4%, e os rendimentos dos títulos públicos recuaram, especialmente em países mais dependentes de energia importada, como a Itália. Contudo, analistas consideram prematuro contar com uma queda sustentada nos preços do petróleo.
O CEO da BlackRock, Larry Fink, advertiu que o barril poderia chegar a US$ 150 caso o conflito se agravasse, cenário que, segundo ele, poderia desencadear uma recessão global.
Com informações de G1




