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quarta-feira, novembro 4, 2026

Presidente do Banco Central diz que sistemas como o PIX serão aceitos após questionamento dos EUA

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (25) que o modelo do PIX, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, é semelhante a soluções adotadas em outros países e que essa realidade terá de ser aceita e incorporada por autoridades e mercados. A declaração foi feita ao responder à investigação dos Estados Unidos sobre o serviço, que pode resultar na aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Galípolo disse que o Banco Central tem disponibilizado pessoal e tempo para prestar explicações ao governo americano sobre o funcionamento do PIX. Segundo ele, o sistema colocou o Brasil em posição de vanguarda em relação a tecnologias de pagamentos e se tornou referência para outras nações interessadas em copiar o modelo.

O presidente do BC ressaltou que vários países já desenvolveram sistemas instantâneos semelhantes e que há um movimento natural de evolução seguido por bancos centrais e reguladores em diversas jurisdições. “Parece algo que, com o tempo, terá de ser devidamente aceito e incorporado”, afirmou Galípolo.

As críticas dos Estados Unidos apontam que o Banco Central acumula funções de regulador e operador do sistema, o que, na visão do governo americano, favoreceria o PIX em detrimento de empresas concorrentes dos EUA. Essas alegações integram a justificativa para a proposta de tarifa de 25% anunciada após investigação comercial conduzida pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que concluiu haver práticas brasileiras que oneram ou restringem o comércio com os norte-americanos.

Especialistas consultados pelo G1 apontaram que a ofensiva dos EUA pode estar ligada ao embate entre o modelo do PIX e grandes empresas de tecnologia e bandeiras de cartão americanas, além do avanço do PIX Internacional e das discussões no âmbito do Brics sobre alternativas ao uso do dólar nas transações comerciais. Segundo esses especialistas, embora haja fortes interesses em jogo, não existem fundamentos sólidos para afirmar irregularidades no serviço de pagamento brasileiro.

A reação do governo brasileiro incluiu manifestação pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de junho. Em evento em Catalão (GO), Lula entrou com um cartaz afirmando “O PIX é do Brasil” e criticou a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, que anunciou o aumento da taxação a 25%, classificando a medida como baseada em informações falsas e pedindo diálogo direto com o governo americano.

O Banco Central segue prestando esclarecimentos às autoridades dos EUA enquanto o debate sobre tarifas e possíveis restrições comerciais permanece em curso.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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