Príncipe belga oficializa paternidade de ex-vendedor de carros
O príncipe Laurent da Bélgica reconheceu legalmente Clément Vandenkerckhove, um homem de 26 anos que trabalhava como vendedor de carros, como seu filho e herdeiro. A incorporação de Clément à família do príncipe ocorreu numa cerimônia na prefeitura há seis meses, segundo informações que vieram a público agora.
Clément é fruto do relacionamento de Laurent com a cantora belga Wendy Van Wanten, cujo nome verdadeiro é Iris Vandenkerckhove. Apesar de passar a ter formalmente o título de príncipe, ele não receberá dotação da Casa Real e não integrará a linha de sucessão ao trono belga, ao contrário de sua meia-irmã, a princesa Louise, e de seus meio-irmãos, os príncipes Aymeric e Nicolas. Também foi informado que Clément não participará de eventos públicos da família real.
O jovem já é conhecido na Bélgica por ter sido protagonista de um documentário da televisão flamenga, exibido em setembro do ano passado, em que relatou como conheceu o pai. Ele disse ter encontrado Laurent por acaso em um shopping em 2013, sem saber quem ele era. Segundo o relato, a mãe revelou a identidade do pai quando Clément completou 16 anos. Quatro anos depois, com mais coragem, ele telefonou para Laurent; após várias conversas, os dois marcaram um encontro e o príncipe sugeriu a realização de um teste de DNA.
Clément relatou que eles foram juntos ao hospital para o exame e lembrou a atitude de Laurent para tranquilizá‑lo: “Eu vou primeiro para que você fique tranquilo”. Em seguida, recebeu do laboratório a confirmação de uma correspondência de DNA de 99,5%.
O caso se assemelha ao episódio envolvendo o ex-rei Alberto 2º, pai de Laurent, que também foi submetido a exame de DNA após uma longa disputa judicial. Em 2020, Alberto admitiu ter tido uma filha fora do casamento e reconheceu oficialmente a paternidade. A artista Delphine Boël, que travou batalha judicial por esse reconhecimento, passou a usar o nome Delphine de Saxe-Coburgo.
O texto ressalta ainda que, conforme mudanças na legislação belga de 2013, apenas alguns membros da família real têm direito a receber dotações públicas: o rei Philippe, seu pai, o rei Alberto 2º, o príncipe Laurent e a princesa Astrid.
Com informações de G1




