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sexta-feira, outubro 16, 2026

Produção de carne bovina responde por 40% do desmatamento ligado ao agronegócio; Brasil lidera ranking

Um estudo divulgado em 25 de março de 2026 aponta que a produção de carne bovina foi responsável por 40% do desmatamento associado ao setor agrícola entre 2001 e 2022, tornando-se a principal causa de perda de florestas ligada ao agronegócio. A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia, também indica que o Brasil ocupa o primeiro lugar entre os países que mais desmataram para ampliar áreas agrícolas.

Os pesquisadores avaliaram 184 commodities em 179 países no período de 2001 a 2022. Para chegar aos resultados, o estudo utilizou um modelo que integra imagens de satélite e estatísticas agrícolas, o que, segundo os autores, constitui a análise global mais abrangente sobre desmatamento relacionado à agricultura até o momento.

Após a carne bovina, o óleo de palma aparece como a segunda maior causa, respondendo por 9% do desmatamento ligado ao agronegócio. A soja corresponde a 5%; milho e arroz, 4% cada um; mandioca, 3%; cacau, 2%; e café e borracha, 1% cada.

Em termos nacionais, o levantamento coloca, na sequência ao Brasil, a Indonésia com 9% do desmatamento agrícola, China e República Democrática do Congo com 6% cada, Estados Unidos com 5% e Costa do Marfim com 3%.

No total, foram perdidos 121 milhões de hectares de floresta entre 2001 e 2022, associados à emissão de 41,2 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e). O estudo chama atenção para o papel das culturas alimentares básicas: milho, arroz e mandioca, juntas, respondem por 11% do desmatamento agrícola, impacto que se distribui por diversas regiões em vez de se concentrar em mercados de exportação como cacau, café e borracha.

Martin Persson, um dos pesquisadores envolvidos no projeto, afirmou que a questão não se limita ao comércio internacional, ressaltando a necessidade de ações também nos países produtores, onde os mercados domésticos geram perda significativa de florestas.

Embora o desmatamento para a agricultura seja uma fonte relevante de gases de efeito estufa, o estudo aponta que esse tipo de conversão de uso da terra responde por cerca de 5% das emissões globais de dióxido de carbono. Os autores informaram ainda a intenção de ampliar o modelo desenvolvido para incluir os setores de mineração e energia.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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