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segunda-feira, setembro 14, 2026

Produtos Ypê voltam a ser fabricados e vendidos após recurso; Anvisa mantém recomendação de não usar

A Anvisa suspendeu temporariamente a proibição sobre determinados produtos da Ypê após a empresa apresentar um recurso administrativo com efeito suspensivo, mas manteve a orientação para que consumidores evitem o uso dos itens enquanto a situação não for definitivamente esclarecida.

O que aconteceu

A fabricante ingressou com recurso previsto na regulamentação da agência, o que interrompe, por ora, os efeitos da decisão que havia vedado a produção e a comercialização de lotes específicos. Com a suspensão automática, a Ypê informou que retomou a fabricação e a venda de categorias como detergentes, lava-louças concentrados, lava-roupas líquidos e desinfetantes até nova deliberação da Anvisa.

Motivação da Anvisa

A ação inicial da Anvisa decorreu de irregularidades identificadas em Boas Práticas de Fabricação (BPF) durante inspeção na unidade da Química Amparo, em São Paulo. Entre as fragilidades apontadas estão falhas em etapas críticas da produção, problemas nos sistemas de controle de qualidade, na limpeza industrial, na sanitização e no monitoramento microbiológico.

Risco sanitário e orientações

Apesar da liberação temporária, a agência afirmou que sua avaliação técnica sobre os riscos sanitários não foi alterada. Por segurança, a Anvisa segue recomendando que o público evite o uso dos produtos atingidos até a conclusão da análise do recurso.

O órgão também orientou consumidores a procurarem o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Ypê para informações sobre troca, devolução, recolhimento ou ressarcimento.

Contexto e lotes envolvidos

A decisão administrativa que motivou a suspensão previa restrições a produtos fabricados na unidade da Química Amparo com lotes terminados em 1. A investigação teve relação com problemas de garantia da qualidade e risco de contaminação microbiológica e considerou, como contexto, um recolhimento voluntário realizado pela Ypê em novembro de 2025, quando foram identificadas amostras com a bactéria Pseudomonas aeruginosa em determinados lotes de lava-roupas líquidos.

Em nota, a Ypê disse que o recurso visa reforçar os compromissos apresentados em seu plano de ação e conformidade junto à Anvisa e acrescentar novos esclarecimentos técnicos sobre o processo de fabricação. A suspensão dos efeitos da decisão vale até que a agência conclua a nova análise administrativa.

As partes aguardam o posicionamento definitivo da Anvisa, que continuará avaliando os riscos e acompanhando as medidas adotadas pela fabricante.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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