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sexta-feira, outubro 23, 2026

Professora cria sistema digital de “aura” para motivar alunos e reduzir bagunça

Uma professora do Colégio São Gabriel, em Osasco (SP), desenvolveu um sistema digital que recompensa pré-adolescentes por comportamento e cumprimento de tarefas usando a expressão jovem “farmar aura”. A iniciativa, aplicada a turmas do 6º ao 9º ano, visa estimular a atenção e a organização em sala de aula com um painel eletrônico que registra ganhos e perdas de “aura”.

Vilma Gama, 51 anos, conta que os estudantes de 2026 se interessam mais em acumular aura do que em pontos extras na média final. “O melhor jeito de manter os alunos prestando atenção é dizer que vão perder aura. Acaba pegando onde ficam mais fragilizados. No fim do dia, perguntam: ‘e aí, professora, farmei aura?’”, relatou a docente.

Como funciona

O sistema atribui 1.000 pontos no painel quando o aluno realiza ações como fazer a lição de casa, levar o material para a aula ou respeitar colegas. Por outro lado, esquecer o livro ou não entregar atividades resulta em perda de aura e, segundo Vilma, provoca o deboche entre os colegas: “Ihhhh, perdeu aura!”.

A plataforma é gamificada e permite que cada estudante escolha uma “skin” — por exemplo, arqueiro, mago ou curandeiro — que confere vantagens no acúmulo de aura. “Mostro para eles como está a pontuação e sempre dou a chance de recuperarem aura fazendo as atividades”, disse Vilma. Ela exemplifica que o poder do mago faz “farmar” mais aura, mas que é necessário merecer essa conquista.

Origem do termo

O conceito de “farmar aura” combina duas referências: “farmar”, termo usado em jogos eletrônicos como Minecraft e Fortnite para descrever a repetição de tarefas para somar recursos, e “aura”, entendida como o carisma ou energia que alguém transmite. Assim, farmar aura significa acumular feitos que tornam a pessoa mais inspiradora aos olhos dos outros.

O objetivo do projeto é que cada aluno alcance 5 mil auras ao final do bimestre para obter uma nota extra. A estratégia foi implementada há três semanas nas disciplinas de Projeto de Vida e robótica e já despertou interesse de outros professores, incluindo o de matemática, segundo a idealizadora.

Vilma ressalta que a proposta busca entrar no universo dos estudantes para melhorar a disciplina e a atenção, sem abrir mão da possibilidade de recuperação por meio de atividades propostas.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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