A Samsung Electronics e o sindicato que representa seus empregados na Coreia do Sul não chegaram a um acordo salarial após uma rodada de negociações realizada nesta quarta-feira (13). A falta de consenso eleva a probabilidade de uma paralisação que poderia afetar a produção de semicondutores e repercutir na economia do país, fortemente dependente das exportações do setor.
As negociações desta semana sucederam uma sessão de mediação conduzida pelo governo nos dias 11 e 12 de maio. Segundo o sindicato, mais de 50 mil trabalhadores podem participar da greve planejada, que teria início em 21 de maio e duração prevista de 18 dias caso as reivindicações não sejam atendidas.
Entre as demandas dos funcionários está a alteração do sistema de remuneração, incluindo a retirada do teto sobre o pagamento de bônus. O representante sindical Choi Seung-ho afirmou que a empresa rejeitou essa proposta. Choi também informou que o sindicato não pretende retomar as conversas antes da data marcada para a greve, mas se disporia a avaliar “uma proposta adequada” se a Samsung a apresentar.
Por sua vez, a Samsung manifestou pesar pelo insucesso nas negociações e declarou que continuará a buscar um “diálogo sincero” com o sindicato para evitar o que classificou como o “pior cenário possível”. Funcionários reclamam ainda que os bônus pagos pela Samsung foram menores em comparação aos concedidos pela concorrente SK Hynix.
O primeiro-ministro Kim Min-seok convocou uma reunião de emergência e orientou o governo a acompanhar de perto a situação, citando a gravidade do impacto potencial sobre a economia nacional. Ele solicitou apoio proativo para manter o canal de diálogo entre as partes, com o objetivo de impedir que o impasse evolua para uma greve.
A Comissão Nacional de Relações Trabalhistas, que atuou como mediadora, informou ter apresentado alternativas durante o processo, mas optou por encerrar as discussões diante da “grande divergência entre as posições de ambas as partes e ao pedido do sindicato para suspender as negociações”.
Especialistas e autoridades têm destacado que a economia sul-coreana tem se tornado cada vez mais dependente das exportações de chips. De acordo com dados do governo, os semicondutores responderam por 37% das exportações do país em abril, ante cerca de 20% no ano anterior.
Com informações de G1




