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segunda-feira, novembro 2, 2026

Saúde mental e transtornos cerebrais custam US$ 5 trilhões por ano; impacto pode chegar a US$ 16 trilhões até 2030

Estudo aponta custos econômicos e papel do ambiente de trabalho

Condições relativas à saúde mental e a distúrbios cerebrais representam atualmente um custo de cerca de US$ 5 trilhões por ano para a economia mundial, valor que, segundo pesquisadores, pode superar US$ 16 trilhões até 2030 se não forem implementadas intervenções eficazes.

O dado consta do estudo “Creating Workplace Environments that Support Brain Health”, elaborado pela Sodexo em parceria com a Social Impact Partners e a Global Brain Health Initiative. A pesquisa aponta que depressão e ansiedade, isoladamente, resultam em perdas de produtividade estimadas em US$ 1 trilhão ao ano e acarretam cerca de 12 bilhões de dias de trabalho perdidos anualmente.

Além disso, o levantamento calcula que funcionários desengajados geram prejuízos globais de aproximadamente US$ 8,8 trilhões, o que equivale a 9% do Produto Interno Bruto mundial. Especialistas citados no estudo ressaltam que o ambiente corporativo começou a assumir papel central para reverter esse cenário, uma vez que, em média, as pessoas passam 90 mil horas da vida no trabalho.

Ana Menegotto, vice‑presidente de pessoas, comunicação e ESG da Sodexo Brasil, afirma que a organização do trabalho, as relações entre lideranças e equipes e as rotinas de descanso influenciam diretamente a saúde mental, e que a segurança psicológica deve ser encarada como parte do design do ambiente e da cultura organizacional. O tema ganhou maior relevância após a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR‑1), em vigor desde maio, que ampliou a responsabilidade das empresas sobre riscos à saúde mental dos trabalhadores.

O estudo recomenda uma abordagem integrada para a promoção da saúde cerebral no trabalho, contemplando alimentação, sono, atividade física, características do ambiente físico, conexões sociais, sentido de propósito, gestão do estresse, aptidão mental e cuidados preventivos. A publicação reúne evidências que relacionam esses fatores ao desempenho cognitivo, à produtividade e à capacidade de adaptação.

Entre os achados citados, há estudos que mostram melhoria de até 61% no desempenho em testes cognitivos em trabalhadores expostos a melhores condições de ventilação e menor concentração de poluentes. O documento também relaciona a solidão a um aumento de 31% no risco de demência e associa esse quadro a maiores índices de ansiedade, depressão e esgotamento.

Do ponto de vista econômico, os autores sustentam que ações voltadas à saúde cerebral podem trazer retorno financeiro significativo: medidas bem‑sucedidas poderiam acrescentar até US$ 6,2 trilhões ao PIB global até 2050, por meio da redução de afastamentos, do aumento do engajamento e do ganho de produtividade. Por isso, o estudo defende que as empresas incorporem a saúde mental à estratégia de negócios, transformando o local de trabalho em um agente de proteção.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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