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sexta-feira, outubro 16, 2026

Servidores do meio ambiente de MG fazem paralisação por reajuste salarial

Servidores que atuam na área de meio ambiente em Minas Gerais iniciaram paralisação das atividades na terça-feira (24). A mobilização ocorre em razão da tramitação do Projeto de Lei (PL) 5.323/2026, que trata do reajuste salarial aos servidores públicos estaduais. Trabalhadores da educação básica e da saúde também participam das manifestações.

O governo estadual, comandado pelo recém-empossado governador Mateus Simões (PSD), propôs reajuste de 5,4%, com vigência retroativa a 1º de janeiro de 2026. Os trabalhadores, concentrados em atos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), afirmam que a recomposição salarial é um dever do Executivo e consideram a proposta insuficiente.

O Sindicato dos Servidores Públicos do Meio Ambiente no Estado de Minas Gerais (Sindsema/MG) qualificou o índice como “absolutamente insuficiente” e criticou a construção de uma “narrativa fantasiosa” sobre o caráter real do aumento. Segundo Wallace Alves de Oliveira, presidente do Sindsema/MG, a recomposição referente a 2025 seria de 4,8% e a divulgação de 5,4% estaria sendo usada para alegar um ganho real próximo de 1%.

Oliveira ressaltou que, ao considerar os anos em que não houve reajuste, as perdas acumuladas chegam a cerca de 30% sobre os vencimentos. Ele também apontou que os governos anteriores, de Romeu Zema (Novo) e do atual governador Mateus Simões, têm adotado, segundo ele, a prática de conceder recomposições salariais majoritariamente em anos eleitorais.

Os servidores reivindicam, no mínimo, um acréscimo de 9,36%, percentual que corresponde à inflação acumulada em 2024 e 2025, período em que a categoria afirma ter ficado sem reposição das perdas inflacionárias. “5,4% não é recomposição, é calote. O mínimo do mínimo são os 9,36%”, disse o dirigente sindical, que também mencionou que os salários da categoria estão entre os mais baixos do país, assim como os de educação básica e da Polícia Civil.

A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) apresentou diversas emendas ao projeto, inclusive uma que altera o percentual de reajuste para o reivindicado pelas categorias. Apesar das manifestações, a Assembleia aprovou o PL em primeiro turno, por unanimidade, também na terça-feira (24). O projeto ainda precisa passar pelo segundo turno de votação.

As mobilizações devem se estender até sexta-feira (27), segundo os organizadores. Embora haja paralisações de atividades, nenhum serviço ligado à categoria estaria totalmente interrompido.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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