A empresa ferroviária JR East começou, em 18 de setembro de 2026, um teste com robôs coletores de lixo na estação de Shinjuku, em Tóquio. O ensaio foi anunciado pela companhia e terá duração até o fim de novembro, com o objetivo de reduzir o trabalho manual da equipe de limpeza e avaliar a viabilidade de operação automática em um ambiente muito movimentado.
A agência AFP registrou fotos e vídeos das três máquinas em circulação pelos corredores subterrâneos. Cada robô tem pouco mais de um metro de altura e desloca-se a uma velocidade aproximada de 20 centímetros por segundo. Eles recolhem o lixo encontrado nos corredores e o transportam até funcionários humanos responsáveis pela remoção final dos resíduos.
Segundo a JR East, a iniciativa busca testar até que ponto esse tipo de equipamento pode operar de forma automática e segura dentro da complexa estrutura da estação. Shinya Kawamichi, chefe de pesquisa da empresa, explicou que a experiência pretende verificar a segurança e a autonomia dos robôs em um ambiente como o de Shinjuku.
A estação de Shinjuku recebe mais de 2,7 milhões de passageiros por dia e detém o recorde do Guinness como a estação ferroviária mais movimentada do planeta. A área administrada pela JR East enfrenta demanda intensa: as lixeiras precisam ser esvaziadas manualmente mais de dez vezes ao dia.
Apesar do grande fluxo e do amplo complexo — que tem dois andares acima do solo e uma rede extensa de passagens subterrâneas —, o trecho onde os testes ocorrem conta com apenas sete lixeiras para lixo comum e reciclável. A quantidade de recipientes foi reduzida nos últimos anos por motivos de segurança e limpeza.
Passageiros ouvidos relataram que as estações permanecem limpas em grande parte porque muitas pessoas costumam levar o próprio lixo para casa. O teste com os robôs avaliará especificamente o desempenho das máquinas nos corredores subterrâneos movimentados e se elas conseguem operar de modo autônomo sem comprometer a segurança dos usuários e da operação da estação.
Imagens e registros do experimento foram obtidos pela AFP durante as atividades.
Com informações de G1




