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domingo, setembro 20, 2026

Treze bombeiros de Minas partem para a Venezuela com experiência em Brumadinho, Turquia e enchentes no RS

Treze bombeiros militares de Minas Gerais embarcaram rumo à Venezuela para integrar a missão brasileira de busca e salvamento após os terremotos que atingiram o país. A equipe leva experiência acumulada em operações de grande porte, como a resposta ao rompimento da barragem em Brumadinho, missões internacionais e ações em enchentes no Rio Grande do Sul.

Quem e em que missão

Os profissionais mineiros fazem parte da equipe brasileira BRA-01, especializada em busca e salvamento urbano (USAR). A força-tarefa reúne ainda integrantes do Corpo de Bombeiros Militar de São Paulo e do Paraná, e foi mobilizada para dar apoio às vítimas dos abalos sísmicos.

Histórico de atuação

A experiência do grupo foi construída em intervenções complexas, entre elas a operação desencadeada após o rompimento da barragem em Brumadinho, em 2019, considerada uma das mais desafiadoras realizadas no país. Nos últimos anos, os militares também atuaram nas enchentes que afetaram cidades do Rio Grande do Sul, nos temporais que atingiram municípios da Zona da Mata mineira e no desabamento do lar de idosos no bairro Jardim Vitória, em Belo Horizonte, ocorrência que deixou 12 mortos no início deste ano.

No exterior, integrantes da equipe participaram da missão brasileira enviada à Turquia após o terremoto de 2023 e estiveram em operações humanitárias no Haiti e em Moçambique.

Estrutura da equipe e atribuições na Venezuela

Os bombeiros mineiros pertencem ao Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (Bemad), unidade voltada a ocorrências de alta complexidade. Na Venezuela, sua atuação inclui busca e salvamento em estruturas colapsadas, localização de vítimas sob escombros, estabilização de edificações, atendimento pré-hospitalar e apoio humanitário.

A equipe embarcou equipada com ferramentas para corte de concreto, sistemas de escoramento, equipamentos de comunicação e iluminação, dispositivos para localização de vítimas e materiais para atuação em áreas de difícil acesso. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), os militares estão preparados para operar com autonomia logística durante toda a missão, inclusive diante de réplicas, risco de novos colapsos estruturais e possível interrupção de serviços essenciais.

Coordenação e atividades complementares

A missão é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC). Além das buscas por sobreviventes, a equipe brasileira poderá auxiliar na avaliação de danos, no planejamento das operações, no georreferenciamento das áreas atingidas e na organização das frentes de atendimento, em conjunto com as autoridades venezuelanas e organismos internacionais.

Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, com cerca de 20 réplicas, atingiram Caracas e outras cidades venezuelanas na quarta-feira (24), provocando desabamentos e danos em áreas urbanas. Autoridades locais informaram que o desastre deixou pelo menos 920 mortos e aproximadamente 2,9 mil feridos. A presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional e pediu apoio internacional.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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