Transmissão: Band — Horário: 9h15 (Brasília UTC-3)
Porta-voz da Comissão Europeia alerta para impacto prolongado no fornecimento energético
A Comissão Europeia declarou nesta quarta-feira (8) que a interrupção nos fluxos energéticos causada pela guerra envolvendo o Irã tende a ser de longa duração. A porta-voz Anna-Kaisa Itkonen informou à agência Reuters que o bloqueio imposto pelo Irã ao Estreito de Ormuz durante o conflito afeta uma parcela relevante do abastecimento europeu.
Segundo Itkonen, cerca de 8,5% do gás natural liquefeito (GNL) consumido pelo bloco, 7% do petróleo e 40% do combustível de aviação e do diesel trafegam pelo Estreito de Ormuz. Ela destacou que o ponto é “um ponto de estrangulamento muito importante”, indicando a sensibilidade das rotas marítimas para o suprimento energético europeu.
Na terça-feira (7), Estados Unidos e Irã acertaram um acordo de cessar-fogo com duração de duas semanas. Em contrapartida, o Irã concordou em reabrir o Estreito de Ormuz, que passou a registrar movimentação de dezenas de embarcações nesta quarta, segundo o site Vessel Finder.
A trégua temporária provocou forte queda nos preços do petróleo. Por volta das 9h15 (Brasília UTC-3), os contratos futuros do Brent recuavam 16,43%, para US$ 94,26 por barril, enquanto o WTI caía 20%, para US$ 92,30 por barril. Antes do acordo, os preços chegaram a superar a marca de US$ 100 por barril.
Apesar da redução imediata dos valores do petróleo e da reabertura temporária do estreito, a Comissão Europeia ressalta que o fim efetivo do conflito depende de um acordo definitivo entre Irã e Estados Unidos. Essa condição mantém incerteza sobre a duração e as possíveis consequências para o mercado de energia.
As declarações da porta-voz e os números citados sublinham a vulnerabilidade das rotas que passam pelo Estreito de Ormuz e a exposição do mercado europeu a choques relacionados a disputas militares na região.
Com informações de G1




