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terça-feira, outubro 13, 2026

Universidades francesas aderem a bloqueios estudantis que se espalham pelo país

Quem e o que: Cerca de 30 universidades anunciaram adesão, nesta quinta-feira (1º), ao movimento de bloqueio organizado por estudantes do ensino médio na França, que começou há cerca de uma semana. A União Estudantil informou que campi foram bloqueados em Paris, Estrasburgo, Marselha, Lyon, Reims, Poitiers e Nanterre, entre outras cidades, e classificou a participação como “histórica”.

Quando e onde: Os bloqueios se intensificaram no final de setembro e continuavam nesta quinta-feira em diversas cidades, com continuidade também em Paris, Marselha, Estrasburgo e Rennes. As universidades bloqueadas relataram retenção de acessos, embora algumas mantivessem aulas por ensino remoto.

Por que e como: Estudantes do ensino médio reivindicam, principalmente, a substituição de professores ausentes e aumento de recursos para a educação. Para os sindicatos estudantis, a adesão das universidades constitui o “ato dois” da mobilização, que já registrou episódios de violência em várias regiões.

Números e episódios de violência: Segundo o Ministério do Interior, o movimento atingiu 356 escolas na quarta-feira (30), ante 338 na terça-feira (29). Na quarta, 625 pessoas foram detidas e 83 policiais e gendarmes ficaram feridos. Na terça, confrontos levaram à detenção de 440 pessoas. Desde o início dos bloqueios, 119 estudantes e funcionários de escolas foram feridos, de acordo com o balanço do ministro da Educação, Édouard Geffray.

Em Estrasburgo, centenas de estudantes — muitos vestidos de preto — bloquearam a frente da escola Couffignal e chegaram a interromper a circulação de bondes; contêineres de lixo foram colocados na via e incendiados. Em outros locais, foram registradas construções de barricadas, lançamentos de objetos e incêndios em lixeiras.

Em pronunciamento na rede X, Geffray anunciou abertura de ações judiciais por atos de violência e afirmou que legitimar ou ampliar bloqueios coloca em perigo alunos e servidores. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que as forças de segurança intervieram “com muita proporcionalidade”.

Investigações e feridos graves: Três investigações da IGPN foram abertas sobre incidentes em Sevran, Saint-Ouen-l’Aumône e Tours. Em Tours, um estudante sofreu ferimento na cabeça e foi hospitalizado; o Ministério Público considerou as lesões “compatíveis” com um disparo de armas usadas pelas forças de segurança para conter manifestações.

Contexto maior: A mobilização ocorre em meio a uma onda mais ampla de protestos e greves na França nesta semana, envolvendo servidores públicos que pedem reajustes salariais e mais recursos orçamentários. Na terça-feira (29), cerca de 200 mil pessoas saíram às ruas em todo o país, quase 30 mil em Paris, segundo o Ministério do Interior, em mais de 170 marchas convocadas.

Participantes das manifestações de servidores destacaram perda do poder de compra, insuficiência de quadros e piora nas condições de trabalho. Em Lyon, manifestantes exibiram cartazes citando calor de 40°C e salários estagnados; o bombeiro Nicolas March, de 52 anos, disse que a categoria busca ser recebida pelo ministro.

Convocações e respostas estudantis: Ryad Rani, presidente da União Sindical dos Estudantes de Ensino Médio (USL), e Eloïse Lefebvre-Milon, secretária-geral da União Estudantil, convocaram ampliação da mobilização para a quinta-feira em questão e para terça-feira, 6 de outubro, pedindo, entre outras medidas, “financiamento maciço dos liceus e das universidades”. A Unef, terceira maior organização estudantil, também chamou universitários às ruas, manifestando oposição à redução de vagas nas universidades e ao congelamento dos auxílios habitacionais.

Resposta do governo: Diante da expansão dos protestos, o governo anunciou a criação de uma “plataforma de consulta” aberta a todos os alunos do ensino médio, para que apresentem regionalmente suas reivindicações e preocupações. Segundo Geffray, haverá posteriormente uma “restituição nacional” com respostas estruturadas.

Os bloqueios e manifestações seguem em várias cidades, com as autoridades monitorando episódios de violência e investigando incidentes específicos.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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