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sexta-feira, setembro 18, 2026

Usuário do TikTok teve câmera e fotos acessadas em teste que usou IA

Teste com IA expõe sequências de falhas que permitiram acesso a recursos do celular

Pesquisadores da empresa de segurança DepthFirst demonstraram que era possível acessar remotamente a câmera e as fotos de um celular que rodava o aplicativo TikTok usando uma combinação de vulnerabilidades identificadas com apoio de inteligência artificial. O caso, relatado pelo Washington Post, foi revelado em 18 de setembro de 2026 e chama atenção para o uso de modelos de IA na identificação de brechas em softwares.

Os especialistas utilizaram o modelo GLM, desenvolvido pela empresa chinesa Z.ai, como ferramenta para analisar códigos e apontar trechos que poderiam conter problemas. O modelo citado é oferecido gratuitamente e pode ser modificado por usuários, o que permitiu aos pesquisadores adaptá-lo e integrá-lo a outras técnicas para vasculhar componentes de código aberto presentes no TikTok.

Durante a investigação, a inteligência artificial sinalizou várias vulnerabilidades. Isoladamente, cada uma dessas falhas não dava acesso direto a funções protegidas do sistema. Para se chegar aos recursos do aparelho, os pesquisadores tiveram de combinar diferentes brechas em sequência, integrando-as como peças de um quebra-cabeça até alcançar permissões que permitiram visualizar a câmera e o rolo de fotos em ao menos um teste prático.

O objetivo do exercício foi comprovar a possibilidade de exploração. Após identificar as falhas, a equipe notificou o TikTok, que procedeu à correção dos problemas apontados. Segundo a reportagem, a demonstração não indica que exista hoje uma falha pública e explorável que permita a qualquer pessoa acessar câmeras ou fotos de outros usuários do aplicativo.

Especialistas ouvidos pelo Washington Post destacaram que a principal novidade é a rapidez com que a IA pode acelerar a análise de grandes volumes de código. Tarefas que demandavam mais tempo e conhecimento especializado — como localizar trechos vulneráveis e testar hipóteses de exploração — podem ser automatizadas ou assistidas por modelos que apontam áreas de risco e auxiliam nos testes.

O avanço, segundo os pesquisadores, traz também uma preocupação: ferramentas semelhantes às usadas em testes podem ser adaptadas por cibercriminosos. Modelos que podem ser baixados e modificados livremente tornam mais simples para atacantes automatizar a busca por novas brechas e testar formas de exploração, reduzindo barreiras técnicas para realizar ataques em escala.

O episódio ilustra a mudança no cenário entre defensores e invasores de sistemas, com a inteligência artificial passando a desempenhar papel central tanto na descoberta quanto na potencial exploração de vulnerabilidades.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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