Levantamento do Ministério do Trabalho divulgado na quarta-feira, 24 de junho de 2026, aponta que 37,11 milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil cumprem jornadas superiores a 41 horas por semana. A maioria desses profissionais atua no setor privado, embora o recorte do levantamento também inclua servidores públicos.
Segundo os dados oficiais, os 37,11 milhões representam 73,7% dos 50,32 milhões de celetistas registrados no país no mês de fevereiro. O levantamento detalha ainda a distribuição das jornadas semanais entre os trabalhadores com carteira:
• 37,11 milhões — mais de 41 horas por semana;
• 9,24 milhões — entre 31 e 40 horas por semana;
• 2,16 milhões — entre 21 e 30 horas por semana;
• 1,81 milhão — até 20 horas por semana.
O relatório foi divulgado em meio ao debate legislativo sobre redução da jornada de trabalho. No fim de maio, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê redução da jornada semanal de 44 para 40 horas em até 14 meses, além de possibilitar o fim da chamada escala 6×1. A matéria segue agora para análise do Senado Federal.
De acordo com a PEC aprovada pelos deputados, a redução das quatro horas na jornada será implementada em duas etapas: as primeiras duas horas deverão ser reduzidas em até dois meses após a promulgação da emenda; e, posteriormente, as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas.
Em paralelo, o governo retirou, neste mês, o pedido de urgência constitucional ao seu próprio projeto que trata da redução da jornada na escala 6×1 enviado à Câmara dos Deputados. A mensagem comunicando a retirada do pedido de urgência foi enviada ao Congresso em 16 de junho. Esse projeto não é a PEC já aprovada pela Câmara e que aguarda análise no Senado.
Os dados do Ministério do Trabalho mostram o panorama das horas trabalhadas por quem possui carteira assinada e situam o debate legislativo em curso sobre a alteração da jornada semanal.
Com informações de G1




