Biltmore House: quem, o que, quando e onde
Biltmore House, a maior residência particular dos Estados Unidos, é uma mansão de 250 quartos localizada nas montanhas de Asheville, na Carolina do Norte. Construída por George W. Vanderbilt (1862-1914), a casa foi apresentada a familiares e amigos na noite de Natal de 1895, quando convidados chegaram em vagões de trem privados por uma ferrovia construída para acessar a propriedade.
História e arquitetura
Planejada a partir de referências nos castelos franceses do vale do Loire, a mansão exibe torres, pináculos e um brasão familiar presente em móveis e na decoração, inclusive numa grande lareira do salão de banquetes, que tem quatro andares de altura. O arquiteto responsável foi Richard Morris Hunt (1827-1895) e o paisagista, Frederick Law Olmsted (1822-1903), autor do projeto dos jardins, terraços e de um caminho sinuoso de 5 km que escondia a vista da casa até revelá-la de forma dramática.
Coleções, interior e tecnologia
Da Europa e de outras partes do mundo vieram peças que compõem o interior: tapetes flamengos do século 16, um trono em estilo gótico, um grande conjunto de tapeçarias, 300 tapetes adquiridos em Londres e palmeiras trazidas do Cairo para o jardim de inverno. O projeto interno mistura estilos — salões franceses, salas de fumo britânicas e ambientes renascentistas — e inclui inovações da época, como um elevador estreito junto à grande escadaria central. Entre as obras encomendadas por Vanderbilt estão retratos de Richard Morris Hunt e Frederick Law Olmsted, pintados por John Singer Sargent (1856-1925).
Família, contexto social e a Era Dourada
George W. Vanderbilt era neto de Cornelius Vanderbilt (1794-1877), o “Comodoro”, figura associada à ascensão dos chamados “barões ladrões” do período. A Era Dourada dos Estados Unidos, na virada do século 20, foi marcada pelo rápido acúmulo de riqueza por poucas famílias e por ampla desigualdade de renda — temas visíveis no luxo de Biltmore e nas críticas que surgiram contra os muito ricos.
Vida na propriedade e transformação em atração pública
George morreu em 1914; sua viúva, Edith (1873-1958), e a filha Cornelia (1900-1976) permaneceram em Biltmore. Em 1930, para evitar a venda da propriedade, Biltmore foi aberto ao público. Cornelia, que se casou com o aristocrata britânico John Cecil (1890-1954) e mais tarde deixou o marido e os dois filhos em Biltmore, acabou mudando-se para a Inglaterra, onde se casou novamente e dedicou-se a trabalhos filantrópicos. Cecil administrou a propriedade, que segue sob a gestão dos descendentes da família, agora ampliada com pousadas, lojas e uma vinícola.
Presente e representações culturais
Hoje Biltmore é um destino turístico que preserva os cômodos e a atmosfera da época em que Vanderbilt viveu ali. Visitantes comparam a experiência a séries como Downton Abbey e A Idade Dourada. A propriedade também tem servido como cenário para filmes: o filme romântico de viagem no tempo Um Natal em Biltmore (2023) foi filmado ali, e uma sequência está em produção para lançamento no fim deste ano.
O livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt, de Darren Poupore e Laura C. Jenkins, com fotografias de William Abranowicz, documenta o interior e as coleções da casa. A obra foi publicada pela editora americana Rizzoli.
Com informações de G1




