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quarta-feira, outubro 28, 2026

Brasil permanece em segundo lugar no ranking de juros reais do mundo após corte da Selic

Selic reduzida para 14,50% mantém Brasil entre os países com maiores juros reais

O Brasil manteve a segunda posição no ranking de juros reais globais mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzir, nesta quarta-feira (29), a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano. Segundo cálculo compilado pelo MoneYou, o juro real brasileiro ficou em 9,33%.

O juro real é calculado pela diferença entre a taxa de juros nominal e a inflação projetada para os próximos 12 meses. No levantamento divulgado pelo MoneYou nesta quarta, a Rússia liderou o ranking, com taxa real de 9,67%, e o México ocupou a terceira colocação, com 5,09%.

O relatório do MoneYou também destaca que o conflito entre Estados Unidos e Irã alterou as projeções de preços globais, impactando cenários inflacionários e reorganizando posições no ranking, o que deixou o Brasil consolidado na segunda colocação.

Na mesma lista, a Argentina, que enfrentou um choque econômico desde a posse do governo de Javier Milei, caiu para a 39ª posição, com juro real de -1,15%, reflexo da dificuldade do país em controlar a inflação.

Redução da Selic e contexto

O corte anunciado pelo Copom é o segundo consecutivo e ocorre em um momento em que a guerra no Oriente Médio vem gerando pressões inflacionárias internacionais. A diminuição da taxa básica para 14,50% ao ano altera levemente a composição dos juros nominais, mas não foi suficiente para tirar o Brasil da segunda posição entre os juros reais.

Juros nominais: posicionamento do Brasil e lista

Considerando as taxas nominais (sem descontar a inflação), o Brasil permaneceu na quarta posição, com a Selic em 14,50% ao ano. A seguir, os juros nominais divulgados:

Turquia: 37%
Argentina: 29%
Rússia: 14,5%
Brasil: 14,50%
Colômbia: 11,25%
México: 6,75%
África do Sul: 6,75%
Hungria: 6,25%
Índia: 5,25%
Indonésia: 4,75%
Chile: 4,50%
Filipinas: 4,5%
Austrália: 4,1%
Israel: 4%
Hong Kong: 4%
Polônia: 3,75%
Reino Unido: 3,75%
Estados Unidos: 3,75%
República Tcheca: 3,50%
China: 3%
Malásia: 2,75%
Coreia do Sul: 2,5%
Nova Zelândia: 2,25%
Canadá: 2,25%
Alemanha: 2,15%
Áustria: 2,15%
Espanha: 2,15%
Grécia: 2,15%
Holanda: 2,15%
Portugal: 2,15%
Bélgica: 2,15%
França: 2,15%
Itália: 2,15%
Taiwan: 2%
Suécia: 1,75%
Dinamarca: 1,6%
Cingapura: 1,02%
Tailândia: 1%
Japão: 0,75%
Suíça: 0%

Ao final, a combinação da decisão do Copom e das mudanças nas projeções globais de inflação manteve o Brasil entre os países com os maiores juros reais do mundo.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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