A Alphabet, controladora do Google, divulgou nesta quarta-feira (29) resultados do primeiro trimestre que superaram as estimativas de Wall Street, com aumento de receita e lucro em relação ao mesmo período do ano passado.
No trimestre, a receita total da companhia atingiu US$ 109,9 bilhões, acima da previsão média de US$ 107,2 bilhões compilada pela LSEG. A alta geral foi de 22% em comparação ao ano anterior.
A divisão Google Cloud foi destaque: a receita do segmento cresceu 63%, alcançando US$ 20 bilhões no período, acima da projeção média de analistas de 50,1% reunida pela LSEG. Segundo a empresa, essa é a maior taxa de crescimento desde que a Alphabet começou a divulgar separadamente os números do segmento, em 2020.
O lucro operacional da unidade de nuvem triplicou em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, passando de US$ 2,2 bilhões para US$ 6,6 bilhões. A carteira de contratos da área quase dobrou em comparação ao trimestre anterior, ultrapassando US$ 460 bilhões, informou a companhia.
O CEO Sundar Pichai afirmou que 2026 teve um início extraordinário e atribuiu o desempenho aos investimentos em inteligência artificial e a uma abordagem integrada que abrange desde chips e data centers até modelos de IA e ferramentas para desenvolvedores.
A Alphabet também reportou ter 350 milhões de assinaturas pagas distribuídas entre serviços como o YouTube, soluções de armazenamento em nuvem e o Google One, além de outros produtos.
Os investimentos em infraestrutura (capex) da empresa mais que dobraram na comparação anual, somando US$ 35,67 bilhões no trimestre, valor levemente abaixo da estimativa de US$ 36,06 bilhões. A Alphabet informou no trimestre anterior que prevê gastar entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões em capex ao longo deste ano.
O foco no aumento de capacidade para suportar serviços de IA em nuvem tem levado grandes empresas do setor a acelerar aplicações em data centers, chips avançados e equipamentos de rede. A Alphabet, junto com Microsoft, Amazon e Meta, deve investir mais de US$ 600 bilhões neste ano para ampliar a infraestrutura necessária à inteligência artificial.
Os resultados refletem a forte demanda por serviços de IA baseados em nuvem e a estratégia da empresa de ampliar sua presença em todas as camadas da cadeia tecnológica.
Com informações de G1




