Vendas de automóveis na China registram sétima queda consecutiva em abril
As vendas de veículos na China recuaram pelo sétimo mês seguido em abril, segundo dados divulgados pela Associação de Carros de Passageiros da China e reportados pela agência Reuters. No mês, as entregas caíram 21,6% na comparação anual, totalizando 1,4 milhão de unidades.
O desempenho piora a pressão sobre as montadoras locais, que enfrentam um mercado doméstico cada vez mais competitivo e têm buscado maior presença internacional para compensar a desaceleração das vendas internas.
O setor automotivo chinês passa por transformações impulsionadas pelo avanço de fabricantes de veículos elétricos (VE) e híbridos. A intensa competição interna afetou até mesmo líderes de mercado: a BYD, que domina o segmento de elétricos no mundo, teve redução nas vendas domésticas, perda de lucratividade e pressão sobre preços.
Em abril, a BYD registrou sua maior queda do lucro trimestral em seis anos. No primeiro trimestre, o lucro líquido da empresa caiu 55,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 4,1 bilhões de yuans (US$ 599,46 milhões). Esse resultado sucede uma retração de 38,2% no trimestre anterior, conforme os dados divulgados pela própria montadora.
Diante do encolhimento do mercado chinês e da redução na demanda por veículos, as montadoras do país intensificaram esforços de expansão no exterior. A BYD tem apostado em ampliar sua presença internacional, desenvolver tecnologias de carregamento rápido e produzir fora da China para sustentar seu crescimento.
O avanço das marcas chinesas também tem aumentado a concorrência global e pressionado fabricantes tradicionais de outras regiões. Em resposta ao movimento, a Renault anunciou um plano para acelerar a eletrificação da sua linha de modelos e aumentar vendas fora da Europa até 2030. A estratégia da montadora francesa inclui a oferta de mais modelos híbridos e elétricos para competir diretamente com empresas chinesas como GWM e Chery, que se destacam por preços mais baixos e rápida expansão internacional.
O quadro reforça a necessidade de adaptação das montadoras globais diante das mudanças estruturais no mercado automotivo e da crescente influência das fabricantes chinesas.
Com informações de G1




