A Cedro Participações divulgou um plano de investimentos de aproximadamente R$ 5 bilhões a ser executado nos próximos cinco anos, com horizonte de implementação até 2031. A holding, controlada pelo empresário mineiro Lucas Kallas e atuante nos setores de mineração, logística, agro e infraestrutura, direcionará os recursos para projetos estratégicos de escoamento e processamento mineral.
Entre os empreendimentos previstos, destaca-se o Porto do Meio, terminal privado em Itaguaí (RJ), que receberá cerca de R$ 3,6 bilhões. A localização do terminal, entre áreas operacionais da Vale e da CSN, reforça sua função logística para o fluxo de produtos minerais destinados ao mercado externo.
Em Minas Gerais, a empresa investirá na implantação da Shortline Serra Azul, ferrovia de curta extensão com 26,5 quilômetros. O projeto terá aportes da ordem de R$ 1,5 bilhão e, segundo a companhia, tem capacidade para retirar aproximadamente 5 mil carretas por dia da BR-381, reduzindo emissões de poluentes e aumentando a segurança viária em um dos trechos de maior tráfego no estado.
Impacto fiscal e expansão em Mariana
Os investimentos também trazem impacto fiscal relevante para os municípios envolvidos. A operação do terminal portuário no Rio de Janeiro deve gerar cerca de R$ 1,2 bilhão em ISS para as cidades da região. Em Mariana (MG), a ampliação das atividades locais projeta arrecadação de R$ 350 milhões em tributos, além de R$ 100 milhões previstos em Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).
Além das iniciativas logísticas, a Cedro está aplicando aproximadamente US$ 700 milhões na construção de uma planta de pellet feed para redução direta em Mariana. A empresa afirma que esse produto é um concentrado de minério de ferro de alto teor e com baixos níveis de impurezas, usado como insumo principal na produção de pelotas. Segundo Lucas Kallas, o pellet feed é essencial para a produção de aço com menor intensidade de carbono e pode reduzir em até 50% as emissões na siderurgia.
Os projetos anunciados integram a estratégia da holding de ampliar sua presença em infraestrutura de transporte e processamento mineral, buscando melhorar o escoamento da produção e contribuir para a transição energética no setor siderúrgico.
Com informações de Gazetadotriangulo




