Brasil e Escócia se enfrentam nesta quarta-feira (24) pela Copa do Mundo em partida marcada para Miami. Além do confronto esportivo, os dois países exibem perfis agrícolas muito distintos em função de clima, tamanho do mercado interno e prioridades produtivas.
Agricultura
O Brasil é reconhecido como potência do agronegócio tropical, com forte atuação na produção e exportação de grãos, carnes, café e açúcar, além de sustentar um mercado doméstico superior a 200 milhões de consumidores. Já a Escócia, com clima frio e relevo predominantemente montanhoso, direciona grande parte de sua produção para atender um público interno de cerca de 5,5 milhões de habitantes — uma população aproximadamente 36 vezes menor que a brasileira.
No Brasil, as principais culturas incluem soja, milho, cana-de-açúcar e café. Na Escócia, relatórios do governo apontam a cevada e o trigo como as lavouras de maior expressão — informações publicadas no Relatório de Estimativas da Renda da Agricultura em 2025 (Total income from farming estimates: 2025).
Na Escócia, a cevada é o principal cereal cultivado e sustenta cadeias como cerveja, malte e, sobretudo, a indústria do uísque. A maior parte da produção corresponde à spring barley (cevada de primavera), normalmente semeada em março, variedade muito utilizada na produção de malte que dá origem ao tradicional uísque escocês. O trigo, por sua vez, tem papel ligado à segurança alimentar, sendo plantado majoritariamente nas áreas agrícolas do leste do país e destinado à indústria de alimentos e à fabricação de rações animais.
Pecuária
A pecuária bovina está presente em ambos os países, mas em escalas bem distintas. Enquanto o rebanho brasileiro supera 230 milhões de cabeças, a Escócia contabiliza cerca de 1,7 milhão de bovinos, segundo dados do IBGE e do Scottish Agricultural Census 2025. O Brasil é destaque mundial como maior produtor e exportador de carne bovina, atendendo tanto ao consumo interno quanto ao mercado externo. Na Escócia, a produção bovina tem foco principal no abastecimento do mercado doméstico.
Nas regiões montanhosas e de relevo acidentado da Escócia, como as Highlands, a criação de ovinos é predominante. Em 2025, o país possuía aproximadamente 6,5 milhões de ovinos — quase quatro vezes o número de bovinos — o que torna as ovelhas símbolo da atividade agropecuária escocesa e adequadas ao sistema extensivo de produção nessas áreas.
Para a partida entre Brasil e Escócia em Miami, também foi montado um esquema especial de transporte por metrô e trem.
Com informações de G1




