A rede de supermercados St Marche, com sede em São Paulo, formalizou na quarta-feira, 24 de junho de 2026, um pedido de recuperação judicial e acertou a venda de suas operações ao grupo chileno Cencosud, controlador do Giga Atacado.
O pedido à Justiça Paulista visa renegociar dívidas que somam R$ 574,3 milhões. A conclusão da transação com o grupo chileno está condicionada ao cumprimento de cláusulas previstas no acordo, entre elas a aprovação do plano de recuperação do Grupo Hortus — controlador da St Marche — e a anuência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Com a aquisição, a Cencosud incorporará 32 lojas ao seu portfólio no Brasil. A empresa afirmou que a compra será feita sem assunção do endividamento financeiro da rede paulista, ou seja, a operação será “livre de dívidas e de caixa”. Segundo a controladora chilena, os recursos para a compra provêm da venda recente de suas operações em Minas Gerais.
Fundada em 2002, a St Marche possui 32 unidades no estado de São Paulo e um centro de distribuição com área de 7,5 mil metros quadrados. As vendas da rede totalizaram mais de R$ 1,078 bilhão nos 12 meses encerrados em março.
No documento entregue ao Judiciário em São Paulo, o Grupo Hortus atribui o pedido de recuperação judicial a uma crise de liquidez, resultado do aumento do endividamento, da elevação das taxas de juros e da retração das linhas de crédito no mercado. O grupo lembra que já havia um plano de recuperação extrajudicial, que foi suspenso em fevereiro, e informa que esse procedimento não foi suficiente para resolver os problemas financeiros.
O processo de recuperação extrajudicial consiste na negociação direta entre empresa e credores, seguida de homologação judicial do acordo. Já a recuperação judicial é um procedimento supervisionado pela Justiça, que permite à companhia reorganizar seus débitos com proteção legal contra cobranças; na prática, a medida pode suspender a cobrança das dívidas por até 180 dias enquanto a empresa mantém suas atividades.
A nota divulgada pela companhia inclui informações repassadas pela agência Reuters sobre os termos do negócio e a situação financeira da rede paulista.
Com informações de G1




