20.6 C
Uberlândia
domingo, novembro 8, 2026

Por que recebemos tantas ligações indesejadas e como reduzir esse tipo de chamada

Quem: consumidores, operadoras de telefonia e empresas que realizam chamadas em massa.

O que: a proliferação de chamadas indesejadas — muitas automatizadas e sem interlocutor — continua afetando usuários, apesar de ferramentas e iniciativas para frear o problema.

Quando: sistemas já em operação registraram 6,6 bilhões de chamadas autenticadas em junho de 2026; a obrigatoriedade de autenticação para todas as empresas entra em vigor em outubro de 2028.

Onde: no Brasil, com atuação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), operadoras e associações do setor, como a ABR Telecom.

Por que tantas chamadas

Grande parte das ligações indesejadas são “robocalls”: chamadas automáticas que muitas vezes caem sozinhas após alguns segundos. Essas ligações são feitas em massa e encerram automaticamente quando um contato atende, deixando as demais desconectadas. Além disso, call centers usam esse método para verificar números ativos e ampliar listas de contato. Em 2025, o país teve mais de 10 bilhões de robocalls por mês.

Outra prática que facilita o problema é o “spoofing” numérico: o autor da chamada altera o número de origem para que pareça legítimo. Isso é feito, em muitos casos, por meio de servidores VoIP, que ligam à rede telefônica via internet.

Medidas e limitações atuais

A Anatel criou iniciativas como o cadastro “Não Me Perturbe”, que reúne empresas de telecom e 74 instituições financeiras de forma voluntária. O registro está disponível em www.naomeperturbe.com.br e passa a valer em até 30 dias, mas golpistas e empresas que desrespeitam o cadastro podem manter as ligações.

Recursos nativos de celulares também ajudam: em aparelhos Android há proteção contra spam nas configurações (termos como “Proteção ID” ou “Spam”), e no iPhone existe a função “Perguntar motivo da ligação”, que faz o atendimento inicial por um sistema automático. Aplicativos como Whoscall e Truecaller identificam e bloqueiam números, algumas funcionalidades são pagas. Como último recurso, bloquear números desconhecidos pode ser efetivo, mas também impede chamadas importantes.

A Anatel orienta que consumidores façam reclamações pela plataforma da agência e recomenda consultar quem ligou pelo serviço “Qual Empresa Me Ligou” (www.qualempresameligou.com.br): digite o número, confirme que é humano e clique em “Consultar”.

O que muda com o “Origem Verificada”

O sistema chamado “Origem Verificada” autentica em tempo real a origem das chamadas, aplicando um selo às ligações legítimas e, de forma opcional, exibindo nome e logotipo da empresa e o motivo do contato. A tecnologia usa o protocolo STIR/SHAKEN e consulta o banco de dados mantido pela ABR Telecom. Atualmente, 63 operadoras estão integradas, entre elas Vivo, Claro, TIM e Algar. A Anatel já exige adesão de empresas que fazem mais de 500 mil ligações por mês, com previsão para que a autenticação seja obrigatória para todas as chamadas empresariais a consumidores a partir de outubro de 2028.

O serviço é oferecido gratuitamente aos clientes, que precisam estar em rede 4G ou 5G e usar iPhone com iOS 18.2 ou superior, ou celulares Android a partir do Android 11 (aparelhos Samsung compatíveis a partir do Android 10).

Em paralelo, houve disputa entre operadoras na Anatel depois que ao menos sete empresas reclamaram que o sistema anti-spam da Vivo derrubou chamadas legítimas; a operadora diz bloquear apenas ligações em massa e sem identificação.

Enquanto o “Origem Verificada” é implementado, usuários podem combinar cadastro em listas de bloqueio, recursos do próprio aparelho e apps de identificação para reduzir o volume de chamadas indesejadas.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também