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sábado, setembro 19, 2026

Canetas emagrecedoras podem passar a ser fornecidas pelo SUS, diz governo

O Ministério da Saúde informou que canetas emagrecedoras poderão ser fornecidas sem custo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a pacientes com indicação médica, desde que sejam concluídos estudos e estabelecido um protocolo clínico que determine os critérios de uso. A previsão foi apresentada nesta quinta-feira (17), durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à fábrica da Eurofarma em Montes Claros (MG).

O governo avalia o emprego de medicamentos à base de semaglutida e outros análogos de GLP-1 no tratamento de obesidade na rede pública. A proposta busca ampliar o acesso em casos com fundamentação médica, evitando o uso indiscriminado dos fármacos, segundo o ministro Padilha.

Quem poderá receber as canetas pelo SUS?

A estratégia ainda está em fase de estudos e, por ora, o foco é em pacientes com obesidade grave ou com comorbidades associadas ao excesso de peso. Entre as pesquisas em andamento, há um estudo que acompanha pessoas na fila para cirurgia bariátrica, com o objetivo de verificar se o tratamento medicamentoso pode controlar a obesidade em parte desses casos e, assim, evitar a necessidade do procedimento.

Também estudam-se aplicações em pacientes com obesidade e problemas cardíacos, além de mulheres que já tiveram câncer de mama, para avaliar se o medicamento pode reduzir o risco de recidiva da doença. O ministério ressalta que a incorporação ao SUS não terá finalidade estética, mas será restrita a quem receber indicação médica.

Estudo Real-Bari acompanha 250 pacientes

Os primeiros dados vêm do Real-Bari, pesquisa conduzida pelo Ministério da Saúde em parceria com a equipe técnica do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS). O primeiro paciente do SUS a receber semaglutida no âmbito desse estudo estava na fila para cirurgia bariátrica e registrou perda de 6 kg, além de redução da circunferência abdominal após o início do tratamento.

O ministério também relatou mudanças comportamentais observadas no participante, como início de atividade física e maior envolvimento em tarefas domésticas. O estudo deverá acompanhar ao todo 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras doenças. O protocolo prevê critérios específicos para uso da semaglutida e acompanhamento contínuo por médicos especialistas, com coleta de dados sobre segurança, resultados e condições de utilização na rede pública.

Produção nacional e preços

Além das pesquisas clínicas, o governo trabalha para ampliar a produção nacional desses medicamentos. Conforme o ministério, o Brasil já tem 14 produtos registrados para o tratamento da obesidade, e a maior concorrência no mercado contribuiu para a queda de preços nas farmácias, que chegaram a variar de R$ 1,7 mil a R$ 2 mil para faixas de R$ 300 a R$ 400, dependendo do produto e da apresentação.

Como parte da estratégia, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriram um edital para identificar empresas capazes de fabricar semaglutida no país, com o objetivo de aumentar a oferta nacional.

O que são as canetas emagrecedoras?

As chamadas canetas emagrecedoras são medicamentos injetáveis administrados por via subcutânea, cuja classe inclui a semaglutida e outros análogos de GLP-1. Desenvolvidos inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2, esses fármacos também passaram a ser utilizados no controle da obesidade por agirem sobre mecanismos de saciedade e controle glicêmico, reduzindo o apetite e a ingestão de alimentos.

A eventual distribuição pelo SUS seguirá os critérios e o protocolo definidos pelo Ministério da Saúde e dependerá de indicação médica.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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