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terça-feira, outubro 13, 2026

Dólar abre em alta com alta do petróleo e tensão política no horizonte

Mercado cambial e bolsa

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (1º) em alta de 0,24%, cotado a R$ 5,1862 por volta das 9h10. As negociações do Ibovespa, principal índice da B3, estão previstas para começar às 10h.

No acumulado, o dólar registra na semana -0,13%; no mês -0,10%; e no ano -5,73%. O Ibovespa aparece com os seguintes números: Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: +1,56%; Acumulado do mês: +5,03%; Acumulado do ano: +15,65%.

Pressão dos preços do petróleo

O movimento de valorização do dólar ocorreu enquanto os preços do petróleo subiam diante de uma nova onda de ataques marítimos no Estreito de Ormuz. Por volta das 9h, o barril de Brent, referência internacional, avançava 2,51%, negociado a US$ 100,49, e o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 1,81%, a US$ 92,06 o barril.

Segundo o serviço de inteligência marítima Marisks, três petroleiros foram atingidos por projéteis enquanto transitavam pelo estreito, elevando preocupações sobre a segurança do tráfego na rota. A escalada acontece dois dias depois de declaração do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, de que, se as exportações do Irã forem bloqueadas, nenhum outro país da região seria capaz de exportar petróleo.

Negociações e posição do Irã

O Irã afirmou ter recebido resposta dos Estados Unidos à sua proposta para restabelecer um cessar-fogo no Golfo Pérsico, depois do presidente americano, Donald Trump, ter dito ter rejeitado a iniciativa. Segundo Teerã, o plano visava recuperar um acordo provisório que havia fracassado semanas após ter sido assinado por Trump e pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian, em junho, e incluiria a suspensão do bloqueio a portos iranianos por parte dos EUA e a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã em sete dias.

O tráfego pelo estreito aumentou nas últimas semanas, com transportadoras cobrando taxas mais altas para compensar o risco de ataques. Apesar disso, os fluxos de petróleo bruto, produtos refinados e gás natural seguem substancialmente interrompidos. Nesta quinta-feira, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou, segundo a agência semioficial Tasnim, que o Irã “nunca se esquivará” do diálogo com os EUA.

Dados dos EUA e reflexos no Brasil

Investidores também acompanharam o índice PCE de agosto, que mede a inflação a partir dos gastos dos consumidores e é a métrica preferida do Federal Reserve. O PCE anual ficou em 3,4% em agosto na comparação com um ano antes, abaixo da estimativa de 3,7%; no mês, a alta foi de 0,3%, ante previsão de 0,4%. O resultado foi bem recebido pelos mercados e reduziu preocupações sobre um aumento imediato dos juros pelo Fed em outubro.

As decisões de política monetária nos EUA têm impacto sobre o Brasil. Com taxas americanas em patamares historicamente elevados, há pressão para que a Selic permaneça alta por mais tempo, o que também influencia o câmbio.

Cenário político doméstico

Além dos fatores externos, o mercado acompanha o ambiente político local, em meio à aproximação das eleições. Na quinta-feira, o Datafolha deve divulgar no início da noite uma nova rodada de pesquisa contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, a última antes do debate presidencial marcado para a noite.

Mercados globais

Na Ásia, a bolsa japonesa registrou o maior fechamento em mais de seis semanas, impulsionada por resultados da Micron Technology e otimismo com investimentos ligados à inteligência artificial. O índice Nikkei subiu 3,3%, aos 68.956,72 pontos, nível não visto desde 17 de agosto. O Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,95%. Os índices Hang Seng (Hong Kong), SSEC (Xangai) e o CSI 300 (Xangai e Shenzhen) permaneceram fechados.

Notas de real e dólar: Amanda Perobelli/Reuters. Com informações da agência de notícias Reuters.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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