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quarta-feira, outubro 28, 2026

Governo garante R$ 7 bilhões de empréstimo de consórcio de bancos aos Correios após segundo turno

O governo federal autorizou uma garantia de R$ 7 bilhões para um empréstimo feito por um consórcio bancário aos Correios. O ato foi oficializado após a conclusão do segundo turno das eleições presidenciais, ocorrido em 25 de outubro de 2026, e consta em despacho assinado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, publicado no Diário Oficial da União.

O consórcio que contratou o crédito é formado por ABC Brasil, Citibank, Deutsche Bank e JP Morgan. Pela garantia concedida, o Tesouro Nacional se compromete a pagar as parcelas do empréstimo caso os Correios deixem de honrar os pagamentos previstos no contrato.

O novo empréstimo de R$ 7 bilhões já havia sido informado pelos Correios nas demonstrações financeiras referentes ao primeiro semestre de 2026, divulgadas no fim de agosto. A empresa estatal indicou em setembro ao G1 a expectativa de que o crédito fosse liberado naquele mês, o que não ocorreu; a formalização do benefício ao consórcio só aconteceu após o segundo turno das eleições presidenciais.

Além do empréstimo, os Correios confirmaram um compromisso do governo federal para aporte de R$ 6 bilhões na companhia até o término de 2027, como parte do processo de reestruturação financeira planejado para o período entre 2025 e 2027.

Os Correios enfrentam problemas financeiros persistentes: a empresa registrou prejuízos por 15 trimestres consecutivos. No primeiro semestre de 2026, o saldo negativo chegou a R$ 5,6 bilhões. O resultado do segundo trimestre foi inferior aos do primeiro trimestre de 2026 e ao do quarto trimestre de 2025, indicando um leve movimento de recuperação em relação ao pico de prejuízo recorde registrado no primeiro trimestre de 2026.

Os resultados negativos da estatal têm impacto nas contas das empresas estatais federais. Segundo dados do Banco Central, o conjunto das estatais acumulou um rombo de R$ 6,51 bilhões nos oito primeiros meses de 2026, valor recorde para esse período e próximo do maior déficit anual já registrado, de R$ 6,73 bilhões em 2024.

Para tentar mitigar as dificuldades financeiras, em maio deste ano o governo autorizou os Correios a entrarem no mercado de seguros, a emitirem títulos de capitalização e a atuarem no setor de telefonia. A medida prevê que a estatal firme convênios com instituições financeiras para oferecer esses produtos e serviços.

Segundo o Ministério da Gestão, os Correios executam um plano de reequilíbrio financeiro e de reestruturação com medidas destinadas a restaurar a saúde fiscal da empresa.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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