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quinta-feira, outubro 15, 2026

Liquidação de instituições do conglomerado Master não provocou efeitos no sistema financeiro, diz BC

O Banco Central informou que a liquidação extrajudicial de instituições vinculadas ao conglomerado Master não causou impactos ao sistema financeiro nacional, graças à ativação dos mecanismos de proteção existentes, incluindo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A avaliação consta na ata do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), referente à reunião realizada nos dias 11 e 12 de março e divulgada nesta quinta-feira (19).

Segundo o BC, o acionamento do FGC e de demais dispositivos do modelo institucional vigente evidenciou a capacidade do sistema em absorver choques e a resiliência da estrutura financeira. O banco central ressalta que o FGC é uma entidade privada sem fins lucrativos integrada ao Sistema Financeiro Nacional, responsável por preservar os recursos de depositantes e investidores em situações de crise bancária.

Enquanto a Polícia Federal apura supostas irregularidades associadas ao Master, nove instituições ligadas ao grupo foram colocadas em liquidação. As entidades são: Banco Master S/A; Banco Master de Investimento S/A; Banco Letsbank S/A; Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários; Reag Trust; Will Financeira; Banco Pleno; Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliário S.A; e Banco Master Múltiplo S/A. O fundador do grupo, Daniel Vorcaro, permanece preso.

Antes do início das liquidações, o FGC registrava um patrimônio de R$ 160 bilhões, dos quais R$ 122 bilhões eram recursos líquidos disponíveis para atuação. As intervenções relacionadas ao conglomerado — incluindo as do próprio Master, do Will Bank e do Pleno — estão demandando aproximadamente R$ 51,8 bilhões em pagamentos a clientes e investidores, valor estimado pelo próprio fundo.

Para recompor o FGC, o Banco Central editou, no início do mês, uma resolução que permitirá aos bancos destinar ao fundo recursos provenientes de depósitos compulsórios. A medida deve possibilitar a injeção de cerca de R$ 30 bilhões ao longo de 2026.

Cenário internacional e riscos

Além do impacto doméstico das liquidações, o Comef alertou para riscos no cenário internacional. A ata cita a guerra no Oriente Médio como fator que tem elevado a incerteza geopolítica e aumentado a volatilidade nos mercados. Segundo o BC, essas tensões têm afetado principalmente os preços de commodities e podem gerar reprecificação de ativos financeiros globais.

O comitê observou que as incertezas relacionadas a reposicionamentos de políticas econômicas, ao crescimento da atividade, à inflação, aos níveis de equilíbrio das taxas de juros de longo prazo e à sustentabilidade fiscal das economias centrais se intensificaram. Apesar disso, a autoridade monetária registrou que o sistema financeiro internacional tem mostrado resiliência, com o regime de câmbio flutuante contribuindo para absorver choques e uma realocação ordenada de posições nos mercados.

As avaliações do Comef foram formalizadas na ata divulgada em 19 de março, com base na reunião realizada nos dias 11 e 12 de março.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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